Política Internacional

Resumo

A AT Política Internacional pretende acolher estudos em três vertentes principais: (i) Organizações internacionais e Integração Regional – analisar, do ponto de vista histórico, teórico, empírico e/ou metodológico, as distintas organizações multilaterais e os diversos processos de integração regional, assim como neles se configuram os mecanismos negociadores e a formação de coalizões. Espera-se fomentar uma ampla discussão sobre as principais reformas das organizações internacionais e regionais, com foco, sobretudo, na questão do déficit democrático, da legitimidade e da compreensão do relacionamento entre atores governamentais e sociais como parte de uma nova governança global institucionalizada (ONU, OMC, FMI, etc.) e informal (G-7/8, G-20, novas coalizões, etc.); (ii) Conflitos e segurança internacionais – considerando que a natureza dos conflitos e, por conseguinte o conceito de segurança, transformaram-se bastante nas últimas décadas, a análise das desordens internacionais demandam múltiplas abordagens teóricas que não apenas as da ótica realista. Temas como terrorismo, imigração, conflitos étnicos, segurança cibernética, guerrilha, processos de peace-building e/ou narcotráfico se postam junto a temas mais tradicionais tais quais: Guerra, Defesa e Forças Armadas;(iii) Atores transnacionais e temas globais – analisar o papel das distintas formas de redes transnacionais (ativismo político e movimentos sociais, direitos humanos, ambientalistas, narcotráfico, finanças) na construção de normas e regimes internacionais e abordagens teóricas para compreender como buscam influenciar e atuar no sistema internacional.

Justificativa

As mudanças domésticas associadas àquelas ocorridas no sistema internacional exercem impacto significativo na atuação internacional dos Estados e de outros atores não-governamentais. É particularmente relevante compreender como essas mudanças se correlacionam e como os atores reorganizam suas ações no novo contexto internacional desde o começo dos anos 1990. Do fim da Guerra Fria até a atualidade, novos padrões de governança global passam a ser discutidos, modelos que demandam regras mais claras, mais transparência e mais participação. É no contexto dessas mudanças e da definição de novas variáveis analíticas que se inserem os debates teóricos mais recentes, envolvendo as teorias tradicionais de RI, assim como novas possibilidades teóricas e instrumentos de metodologia.