minicurso
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Transformar a Ciência Política em imagens pela cartografia

Apresentação

As mudanças na sociedade e na cultura fazem com que os leitores tenham menos tempo para se debruçar sobre textos. Cada vez mais faz-se necessário que os autores achem meios de comunicação que passem sua mensagem de modo claro, dinâmico e que prenda a atenção do público alvo. Por outro lado, a quantidade de dados disponíveis está crescendo, o que fornece informações preciosas. Por esses motivos que mapas e gráficos estão sendo mais utilizados em artigos científicos, jornais e outros tipos de documentos. Entretanto, um mapa ou um gráfico mal feito pode não cumprir o seu objetivo de informar, criando ambiguidades, distraindo o leitor e ocupando um espaço pouco útil no documento. Existem linguagem e técnica específicas que devem ser dominadas, para que as imagens produzidas sejam eficazes. Apesar de extremamente úteis e importantes, esses recursos são pouco utilizados pela Ciência Política (com exceção de estudos eleitorais). Essa situação fica mais evidente, ao se comparar com a realidade de outras ciências sociais, como a História, a Geografia e a Economia. Por esse motivo que o curso proposto tem como objetivo passar informações e técnicas de produção cartográfica e de gráficos para os cientistas políticos, para que essa importante e útil ferramenta seja mais usada e contribua com as pesquisas no campo.

Objetivos do minicurso

Provocar reflexões sobre cartografia e mapeamento, a fim de permitir uma leitura crítica dos mapas produzidos no meio acadêmico, jornalístico, etc.; apresentar os erros mais comuns ao produzir imagens e apontar meios de evitá-los; e fornecer treinamento no âmbito de processamento de dados, construção de gráficos e de cartografia, com exemplos direcionados à realidade da Ciência Política.

Programa proposto para o minicurso

  1. Contribuições da cartografia em ciência política e relações internacionais: como espacializar, comunicar-se por imagens, quantificar e testar hipóteses de uma abordagem empírica.
  2. Processamento gráfico das informações: elementos históricos e atuais, erros a serem evitados, técnicas essenciais e principais tipos de representação existentes.
  3. As etapas de uma abordagem científica na cartografia temática: edições, dados da pesquisa e sua compreensão; processamento; e representação. Exemplos do Atlas de la Mondialisation e do Atlas da Política Externa Brasileira (primeira iniciativa cartográfica brasileira em Ciência Política e Relações Internacionais).
segunda-feira, 4 de Agosto de 2014 - 08:30

Ministrantes

Benoit Martin (Sciences Po.)
Rubens de S. Duarte