sessão de pôster
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Participação Política 3

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014 - 18:30

Debatedores

Vera Schattan Coelho (CEBRAP - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)

Apresentações

Religião e Participação Política no Brasil

Buscando compreender os fenômenos políticos contemporâneos, a presente pesquisa visa contribuir para a identificação da influência da religião na política brasileira, tendo como ponto de partida os estudos do comportamento político. Procuramos verificar em que medida as religiões mais praticadas no Brasil (catolicismo, protestantismo, religiosidades afro-brasileiras) estão relacionadas com a participação política, não apenas no que se refere as formas eleitorais, mas estendendo-se também as formas não convencionais, tais como participação em associações, em protesto público, em bloqueio de rua ou espaços públicos, assinatura de petição (abaixo-assinado), entre outras. Têm-se como base empírica os dados produzidos pelo Latin American Public Opinion Project (LAPOP) de 2012. Estes dados foram analisados através do software SPSS 18 for Windows, e submetidos a testes de estatística bivariados e multivariados. Os resultados demonstram que a religião, em especial a católica e evangélica, exerce uma influência significativa nas formas de participação política convencionais e não convencionais.

Alice Vila Nova Procopiuk Walter
Juventude e Política: a UJS no Maranhão

Este trabalho propõe analisar as representações em torno da atividade política atrelada à militância, efetuadas por “jovens” na União da Juventude Socialista - UJS no Estado do Maranhão, especificamente em São Luis no período atual. Dentro desta perspectiva, faz-se necessário a construção de um espaço relacional desses agentes, assim como de suas interações, modos de participação e percepções sobre as militâncias vinculadas a condicionantes sociais, institucionais e culturais. A análise contempla o espaço relacional dessa instituição dentro do Estado Democrático Brasileiro, em relação a partidos políticos, ideologias partidárias e localização geográfica. Dessa forma a pesquisa toma como elementos complementares aspectos de caracterização institucional, contexto de formação, imposição de modelos de militância, estatutos, retribuições e princípios de recrutamento e se volta neste estágio para a coleta e análise de documentos oficiais. Como resultado preliminar, constata-se aspectos simbólicos referentes à definição etária da juventude, a difusão do discurso institucional de um modelo de “juventude militante de esquerda” e de “futuro da nação”, por outro lado atenta-se ao fato de se recrutar em sua maioria estudantes e votantes.

Laercio José Carvalho Pereira
Giro à esquerda e aprofundamento democrático na América Latina: um estudo sobre Brasil, Bolívia e Venezuela

Existe atualmente um inegável experimentalismo político nas democracias da América latina. Com a perda de hegemonia da ideologia neoliberal e a ascensão de governos de esquerda no continente, o tema da participação política ampliada passou a fazer parte da agenda e da prática da democracia na região. Diversas experiências de democracia participativa e deliberativa foram implementadas nesses países, abrindo espaço para o surgimento de novos espaços públicos e um maior empoderamento da sociedade civil. Sem romper com o sistema liberal representativo clássico e combinando elementos de democracia representativa, deliberativa e participativa, as ditas frágeis democracias de outrora passam agora a funcionar sob uma nova gramática política (daí o caráter “experimental” desses regimes). Dado, portanto, a importância empírica e teórica de tal fenômeno para os estudos sobre a democracia, o presente trabalho abordará, de forma exploratória, algumas experiências de instituições participativas criadas em três países: Brasil, Bolívia e Venezuela. A intenção do estudo é buscar semelhanças e dessemelhanças desses processos e questionar o grau em que essas experiências estão auxiliando no fortalecimento e na qualidade dessas democracias.

Alessandro Michael Cunha Amorim