IV Cátedra Guillermo O'Donnell

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Apresentação

Idealizada originalmente como um projeto da Associação Mexicana de Ciência Política (AMECIP), a Cátedra Guillermo O'Donnell surgiu a partir de uma série de homenagens feitas ao pesquisador durante o 1º Congresso Internacional de Ciência Política da AMECIP em 2013 e no 8º Encontro da ABCP em 2012. Desde então, foram realizadas três edições: a primeira na cidade de Xalapa, México, em 2014; a segunda em Belo Horizonte, no Brasil, em 2015; e a última, em 2016, também no México, em Santiago de Querétaro. Em todas as edições, a Cátedra conta com a presença de importantes nomes da ciência política para a apresentação das conferências magistrais.

Nesta quarta edição, a Cátedra será sediada no Rio de Janeiro, no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, entre os dias 16 e 18 de outubro de 2017, e terá três conferências proferidas por Marta Lagos, diretora executiva do Latinbarómetro, principal entidade da América Latina que realiza o acompanhamento do desenvolvimento da democracia, da economia e da sociedade na região, usando indicadores de opinião pública que medem ações, valores e comportamentos. 

A IV Cátedra Brasileira-Mexicana Guillermo O'Donnell conta com o apoio da CAPES para a sua realização.

Inscrições

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O evento é gratuito e requer inscrição prévia. Serão conferidos certificados de participação a todos os que comparecerem às atividades de pelo menos 2 dos 3 dias do evento.

PROGRAMAÇÃO

Dia 16 de outubro – Segunda-feira

17h às 18h: Mesa de Abertura

Adalberto Moreira Cardoso (Diretor IESP-UERJ)

Gabriela O’Donnell (Universidad Nacional de San Martín)

Renato Perissinotto (Universidade Federal do Paraná e Presidente ABCP)

Jesús Tovar, Universidad Autónoma del Estado de México, Secretário Executivo AMECIP

Coordenação: Cristina Buarque (IESP-UERJ e Secretária Executiva da ABCP)

 

18h às 20h – Conferência Inaugural:

Clase social y democratización, por Marta Lagos

Uno de los problemas de enfrentar las soluciones a los problemas de la región es la alta discrepancia entre el auto-posicionamiento en la escala de las clases sociales y el posicionamiento objetivo de las personas en la escala social. La incongruencia entre ambas tiene consecuencias políticas que afectan el desarrollo de la democracia.

Coordenação: Renato Perissinotto (Universidade Federal do Paraná e Presidente ABCP)

20h: Coquetel de Abertura

 

Dia 17 de outubro – Terça-Feira

10h às 11h – Mesa 1

Democratas insatisfeitos e democracia no Brasil, por Maria Hermínia Tavares de Almeida (USP/ Cebrap)

Pesquisas de opinião mostram de forma consistente  a corrosão da confiança do público nas instituições políticas democráticas. Neste particular, o Brasil não destoa de outras democracias mais antigas, a indicar que estamos frente a fenômeno de amplitude universal.  A questão é menos contestar a existência do que Klingemann e Dalton chamaram de democracia de democratas insatisfeitos  do que discutir seus efeitos sobre o funcionamento e estabilidade dos sistemas competitivos. Argumentamos que a  existência de democratas insatisfeitos não constitui necessariamente ameaça à continuidade e funcionamento das democracias e que seus efeitos dependem das orientações das lideranças e da natureza das instituições que organizam a competição política.

Coordenação e debate: Gabriela O’Donnell

 

11h às 11:15h – Intervalo para café

 

11h15 às 12h15 – Mesa 2

‘Estado y alianzas en la Argentina’, cuarenta años después, por Gabriel Vommaro (Universidad Nacional de General Sarmiento)

Esta ponencia se propone volver sobre esa gran pieza de sociología política de Guillermo O’Donnell, presentada en un simposio en la Universidad de Cambrigde en diciembre de 1976 y publicada por Desarrollo Económico a comienzos de 1977. Por un lado, el objetivo es repasar la riqueza de un estilo de trabajo que combinaba preocupación por factores estructurales y procesos políticos, tendencias de largo plazo y acontecimientos inesperados, así como por una combinación de una mirada sociológica, de economía política y ciencia política que se volvió, con los años de híperespecialización, cada vez menos frecuente en las ciencias sociales latinoamericanas. Por otro lado, se trata de releer el esquema de análisis y las preguntas que el autor desarrolló en aquel ensayo para pensar, cuarenta años después, cómo pueden ayudarnos  a comprender la coyuntura actual de Argentina.

Coordenação e debate: Renato Perissinotto (Universidade Federal do Paraná e Presidente ABCP)

 

12:15 às 14h: Intervalo para almoço

 

14h às 15h – Mesa 3

Análisis Metodológico de las Mediciones de la Calidad de la Democracia, por Jesús Tovar (Universidad Autónoma del Estado de México, Secretário Executivo AMECIP)

Una de las principales novedades académicas que nos trajo el siglo XXI fueron los abordajes teóricos sobre la calidad de la democracia. Las publicaciones de índole conceptual y luego las mediciones empíricas fueron muy numerosas, vamos a referirnos específicamente a las que estudian a los regímenes políticos latinoamericanos. Luego de un revisión de la bibliografía acerca de la literatura de la “calidad democrática” o afines (democraticidad, desarrollo democrático), realizamos una evaluación del rigor metodológico de las diversas mediciones en cuanto a la consistencia comparativa, la construcción de los índices, las escalas utilizadas y la actualización de los resultados obtenidos. Algunas de las conclusiones al respecto es que los estudios realizados no son rigurosamente comparativas en varios aspectos, las escalas no resuelven los sesgos de las mediciones y de los datos obtenidos, y no logran una actualización viable en el mediano plazo. Finalmente, las investigaciones no profundizan en las explicaciones de sus resultados quedándose en un nivel descriptivo básico.

Coordenação e debate: Argelina Figueiredo (IESP-UERJ)

 

15h às 15h15 – Intervalo

 

15h15 – Conferência 2:

Los clivajes y la confianza, por Marta Lagos

En la comparación interregional de los distintos grados de confianza en las personas y  las instituciones queda de manifiesto el rol que juegan los clivajes de una sociedad, dejando de manifiesto que el crecimiento económico no es sino un elemento más de una ecuación llena de intangibles que la determina. Se analizarán resultados del World Value Survey y los Barómetros regionales, incluyendo el Latinobarómetro.

Coordenação: Jesús Tovar  (Universidad Autónoma del Estado de México, Secretário Executivo AMECIP)

 

Dia 18 de outubro – Quarta-feira

10h às 11h – Mesa 4

Democracia Representativa num Capitalismo em Crise: análise do caso brasileiro, por Fabiano Santos (IESP-UERJ)

objetivo da apresentação é pensar teoricamente sobre a difícil combinação de democracia política e desenvolvimento econômico e social nas atuais condições do capitalismo contemporâneo. Tal exercício será feito através da análise do caso brasileiro recente, mais especificamente, mediante uma reflexão sobre a crise política e econômica que acometeu o país nos últimos anos, conduzindo à destituição da presidente reeleita Dilma Rousseff e ao esfacelamento da coalizão governista erigida por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Através de uma análise amalgamando tanto uma visão de dependência de trajetória da economia política doméstica, quanto dos arranjos e instâncias institucionais de interlocução entre Estado e sociedade civil (incluindo nesse bojo os atores corporativos), pretende-se investigar a hipótese de que a desaceleração econômica provocou uma alteração na correlação de forças congressual, inviabilizando a plataforma social-democrata e social desenvolvimentista no Brasil, em vigência até as eleições presidenciais e congressuais de 2014. Para tal esforço intelectual, recorre-se ao recorte temporal compreendido desde 1994 até 2017, a fim de dar conta das mudanças de agenda mais substantivas ocorridas no período de governo petista vis-à-vis o do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) e do presidente seguinte, Michel Temer. No final, faz-se pequeno exercício prospectivo, montando cenários possíveis para o futuro próximo, assim como estratégias políticas e institucionais tendo em vista o melhor equilíbrio, nas condições brasileiras, de democracia representativa e desenvolvimento inclusivo.

Coordenação e debate: Carlos Huneeus (Universidad de Chile)

 

11h às 11h15 – Intervalo

 

11h15 às 12h15 – Mesa 5

"Representación, party government y economistas", por Carlos Huneeus (Universidad de Chile)

"Representación, party government y economistas", y reflexionará en torno a las ideas de ´Donnell en su interesante artículo (poco leído, me parece) ("Do economist know best?") acerca del impacto de los economistas en las democratizaciones. Se usará el caso de Chile, en que los economistas tuvieron un importante protagonismo y la estrategia de legitimación democrática giró en torno al desempeño económico. Se analizarán los datos de las encuestas del CERC para medir el impacto de los muy buenos indicadores macroeconómicos de los años 90 (7% de crecimiento promedio anual) en el apoyo a la democracia, que fue mediocre, que sorprendió a Linz en esos años porque contradecía las interpretaciones de Lipset (y de él) sobre el impacto del crecimiento en la democracia. 

Coordenação e debate: Gabriel Vommaro (Universidad Nacional de General Sarmiento)

 

12h15 às 14h: Intervalo para almoço

 

14h  – Conferência de Encerramento

El individualismo y las bases sociales de la democracia, por Marta Lagos

El crecimiento económico trae en América Latina una explosión exponencial del individualismo que lleva a la pérdida del valor de lo colectivo afectando de manera significativa las bases sociales de la democracia. Para estos temas se usarán los datos de los barómetros de Asia, Africa, America Latina, asi como los datos del Estudio Mundial de Valores.

Coordenação: Gabriela Ippolito-O'Donnell