Entrevista: Confira os planos da nova diretoria da Regional Sul da ABCP

Dando sequência à sèrie de entrevistas com as novas diretorias regionais da ABCP, recebemos a Diretoria da Regional Sul, composta por Bruno Bolognesi (Diretor Regional), Silvana Krause (Vice-Diretora) e Luís Felipe Guedes da Graça (Secretário Executivo Regional).

Abaixo, você confere as suas expectativas para o mandato 2019-2021.

O que os motivou a aceitar esse desafio e quais são as linhas prioritárias de ação dessa gestão? 

Essencialmente, a motivação é fazer da Ciência Política um ambiente mais plural, com melhor contato com as bases de formação (graduação e primeiras iniciativas de pesquisa) e buscar profissionalizar a área. As linhas prioritárias são organizar o debate sobre a profissionalização da Ciência Política, investir em cursos de formação metodológica e tentar abrir o debate com a classe política e a sociedade sobre uma possível reforma política que volta ao cenário atual. O que motiva é buscar iniciativas que integrem e deem oportunidade a nós e a nossos alunos de contribuir e conhecer melhor a área.

Especialmente, gostaríamos que as regionais pudessem servir para que a ABCP tenha presença para além do encontro bianual da associação. É importante que a associação apareça também nos eventos regionais, oferecendo oportunidade para divulgação e atração de novos membros.

 

Desde uma perspectiva regional, quais seriam os principais desafios colocados hoje para o fortalecimento da Ciência Política?

Insistimos no ponto da profissionalização da área a fim de regulamentar a atividade e ter espaço em concursos públicos, reconhecimento em empresas de relações governamentais, assessorias parlamentares, empresas e institutos de pesquisa, etc. A aproximação dos nossos alunos com oportunidades profissionais é uma agenda que precisa sair do Sudeste, onde esse contato já existe. O desafio é criar esse tipo de prática em outras regiões. Isso passa por debater a formação desde a graduação e dar espaço em nossas entidades para uma inserção de profissionais que não se restrinja somente ao ambiente acadêmico.

Além disso, é fundamental que contemos com o apoio de novos associados para que possamos desenvolver um ambiente de formação em Ciência Política mais amplo, como ocorrem nas universidades centrais. É saudável que tenhamos um 'clima' em que os alunos possam desfrutar de palestras, mini-cursos, escolas de verão/inverno e seminários. Para isso é preciso recurso, mas a ABCP poderia ser um hub para minorar os gastos se conseguíssemos organizar o tráfego de pessoas entre universidades. 

Institucionalmente, pensamos que as regionais poderiam ser partes ativas dos processos da ABCP nacional, como na escolha de coordenadores de AT, nos diálogos para prêmios, bolsas e incentivos e na formulação de ações conjuntas com outras associações, aumentando a transparência e a accountability de parte a parte. 

 

E como espera contribuir para responder a esses desafios, a partir da Regional?

Os objetivos são atrair e apoiar iniciativas de internacionalização (como publicações internacionais e convidados em palestras) e oficinas de metodologia. Buscar apoio para a questão da profissionalização e buscar integrar/divulgar iniciativas de sucesso em iniciativas que incluam/busquem cientistas políticos.

Por fim, estamos tentando organizar alguns debates junto a outras regionais, como a questão da reforma política e do incentivo à pesquisa na graduação, e a possibilidade de termos colaborações horizontais entre regionais para a promoção de eventos.