Gestão 2018 - 2020 divulga relatório de atividades

A Diretoria da gestão 2018 - 2020 da ABCP divulgou o Relatório de atividades realizadas no período.

O documento está disponível aqui.

Na apresentação, a Diretoria registra que trabalhou "para fortalecer a ABCP e a Ciência Política brasileira e colaborar para o desenvolvimento acadêmico e profissional de nossas/os associadas/os".

O foco principal desta gestão foi "a resistência à erosão da democracia e ao desmonte da Ciência no país, de um lado. De outro, destacou-se uma perspectiva de fortalecimento da diversidade e superação de desigualdades internas à área".

O documento registra as atividades em sete partes. 

1. Articulação em defesa da ciência e da democracia;

2. Visibilidade e relevância da ABCP e da produção dos seus associados;

3. Medidas de combate às desigualdades internas à área;

4. Publicações (livros e relatórios de pesquisa);

5. Parcerias institucionais;

6. Apoio às Regionais e ao Fórum Brasileiro de Pós-Graduação em Ciência Política;

7. Realização do 12º Encontro Nacional da ABCP na Universidade Federal da Paraíba + Os desafios para a Ciência Política em tempos de retrocesso.

 

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Relatório da Gestão ABCP 2018 - 2020

Documento apresenta ações e atividades da gestão 2018 - 2020 da ABCP.

Apresentação

A gestão 2018-2020 trabalhou para fortalecer a ABCP e a Ciência Política brasileira e colaborar para o desenvolvimento acadêmico e profissional de nossas/os associadas/os. Nosso foco principal foi a resistência à erosão da democracia e ao desmonte da Ciência no país, de um lado. De outro, destacou-se uma perspectiva de fortalecimento da diversidade e superação de desigualdades internas à área.

Temos, desde 2018, vivido um cenário de ameaças e incertezas. A gestão iniciou-se durante a campanha eleitoral daquele ano, que levou ao poder a extrema direita e abriu caminho para políticas de desmonte da Ciência e Tecnologia no país. Nesse processo, uma série de ameaças recaíram de modo peculiar sobre as condições de pesquisa e de ensino nas Humanidades. Isso se deu pela aceleração de um processo que privilegia visões pragmáticas do conhecimento, em detrimento da ciência básica. Mas tem também relação direta com o crescimento do autoritarismo no país, que tem como uma de suas faces a tentativa de restringir a liberdade de crítica e as condições necessárias à produção de conhecimento.

Nesse processo, a definição de áreas prioritárias para o financiamento das pesquisas e os ataques ao orçamento e à autonomia das universidades públicas, onde tem lugar a mais larga fatia da produção científica no país, impõem enormes desafios às associações científicas e profissionais.

O final da gestão 2018-2020 se deu em período de instabilidade ampliada pela pandemia de Covid-19, que produziu uma crise humanitária e econômica de enormes proporções. No Brasil, a recusa do governo federal a coordenar os esforços para sua contenção foi acompanhada de ações que colocaram em xeque as orientações de caráter científico para a proteção das pessoas. Estamos entre os países do mundo com o maior número de mortes pela Covid-19 – mais de 150 mil pessoas haviam perdido suas vidas quando finalizamos este relatório. A pandemia também incidiu de maneira importante sobre as condições de ensino e de pesquisa em todo o mundo, explicitando desigualdades e desafios na relação entre trabalho, vida doméstica e cuidado.

Para responder às urgências impostas pela conjuntura, a ABCP assumiu posição em defesa da democracia, do Estado de Direito, da liberdade de crítica e, de modo específico, das Ciências Humanas e Sociais. Buscou, ainda, demonstrar o papel que a Ciência Política pode desempenhar na busca de soluções para os problemas emergentes, inclusive a pandemia de Covid-19, com uma série de iniciativas voltadas à difusão da produção intelectual dos nossos associados.

Nossa ação decidida em defesa da democracia e da ciência esteve sempre articulada à preocupação com o fortalecimento institucional da ABCP e do nosso campo disciplinar. Neste último aspecto, a gestão abriu maior espaço para o debate acerca das desigualdades de raça, de gênero e regionais que afetam as trajetórias profissionais dos nossos associados e marcam a história da Ciência Política. Ainda resta um longo caminho a percorrer, mas estamos certos de que os caminhos trilhados poderão se desdobrar em novos esforços e projetos que garantam relações mais democráticas e justas dentro das fronteiras da nossa disciplina, mas também na sociedade.