{"id":2383,"date":"2023-12-07T05:35:46","date_gmt":"2023-12-07T05:35:46","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/?page_id=2383"},"modified":"2023-12-07T05:35:46","modified_gmt":"2023-12-07T05:35:46","slug":"10o-encontro-abcp","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/eventos\/10o-encontro-abcp\/","title":{"rendered":"10\u00ba Encontro ABCP"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;Comiss\u00e3o organizadora<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/pessoa\/leonardo-avritzer\">Leonardo Avritzer<\/a>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/organizacao\/ufmg-universidade-federal-minas-gerais\">UFMG &#8211; Universidade Federal de Minas Gerais<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/pessoa\/carlos-r-s-milani\">Carlos R. S. Milani<\/a>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/organizacao\/iesp-uerj-instituto-estudos-sociais-e-politicos\">IESP-UERJ &#8211; Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/pessoa\/maria-socorro-braga\">Maria do Socorro Braga<\/a>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/organizacao\/ufscar-universidade-federal-sao-carlos\">UFSCar &#8211; Universidade Federal de S\u00e3o Carlos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/pessoa\/maria-magna-ignacio\">Maria Magna Ign\u00e1cio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/index.php\/pt-br\/pessoa\/manoel-duarte-santos\">Manoel Duarte Santos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Anais do 10\u00b0 Encontro da ABCP&nbsp;&#8211; ISBN 978-85-66557-02-2<\/p>\n\n\n\n<p>O tema geral do 10\u00ba Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica,&nbsp;<em>Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica: Mem\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00f3ria e Futuro<\/em>, celebra os trinta anos de funda\u00e7\u00e3o da ABCP e os vinte anos de sua efetiva organiza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito nacional. Entre avan\u00e7os e desafios que marcam o presente contexto da democracia brasileira, o 10\u00ba Encontro da ABCP pretende abordar as dimens\u00f5es complexas e os aspectos contradit\u00f3rios da rela\u00e7\u00e3o entre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica \u2013 campo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, de pesquisa e de ensino \u2013 e a Pol\u00edtica em geral, esteja esta relacionada com as transforma\u00e7\u00f5es da comunidade pol\u00edtica e de suas institui\u00e7\u00f5es, com as rela\u00e7\u00f5es de poder e os conflitos na sociedade, com as diferentes formas de a\u00e7\u00e3o coletiva e coopera\u00e7\u00e3o, ou ainda com as pol\u00edticas p\u00fablicas, seus processos decis\u00f3rios, sua implementa\u00e7\u00e3o e posterior avalia\u00e7\u00e3o.<br><br>O&nbsp;avan\u00e7o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica n\u00e3o implica&nbsp;<em>ipso facto&nbsp;<\/em>e necessariamente o desenvolvimento progressivo da Pol\u00edtica. A contradi\u00e7\u00e3o aqui diz respeito ao fato de que n\u00e3o h\u00e1 linearidade entre o avan\u00e7o do saber cient\u00edfico e acad\u00eamico, de um lado, e o campo da pr\u00e1xis pol\u00edtica, de outro. A complexidade dessa rela\u00e7\u00e3o existe porque s\u00e3o muitas as vis\u00f5es, epistemologias e ontologias sobre as duas \u00e1reas envolvidas. Portanto, s\u00e3o diversas as dimens\u00f5es a serem descritas e analisadas ao se pensarem as rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica.<br><br>Quando a Pol\u00edtica \u00e9 entendida como campo de conflito e coopera\u00e7\u00e3o, \u00e9 de imediato confrontada com uma arena onde atuam os membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio, definindo par\u00e2metros e normas institucionais para o conv\u00edvio social e a gest\u00e3o das diferen\u00e7as e desigualdades na sociedade. Esta tamb\u00e9m \u00e9 ator fundamental nesse processo, por meio das elei\u00e7\u00f5es e dos distintos mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social e de protesto. Como pol\u00edtica p\u00fablica, a Pol\u00edtica se manifesta de maneira ainda mais vis\u00edvel e concreta, em projetos e a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o desenvolvidas pelo Estado, com o intuito de atender o bem-estar geral, havendo a\u00ed um necess\u00e1rio compromisso com o interesse p\u00fablico. Nas rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edticas p\u00fablicas e a Pol\u00edtica, as primeiras podem sofrer limita\u00e7\u00f5es da segunda, mas uma pol\u00edtica p\u00fablica tamb\u00e9m pode gerar novos modos de representa\u00e7\u00e3o social, novas identidades, interesses diversos e conflitos distributivos. Do mesmo modo, a conjuntura e a estrutura de for\u00e7as do campo pol\u00edtico tamb\u00e9m s\u00e3o relevantes para se saber&nbsp;<em>quais, como e quando<\/em>&nbsp;as pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o concebidas e postas em pr\u00e1tica.<br><br>Sendo assim, \u00e9 importante entender qual o papel da Ci\u00eancia Pol\u00edtica nesse contexto. Quais seriam os canais que colocam a academia em di\u00e1logo com os tomadores de decis\u00e3o? Que rela\u00e7\u00f5es existem, na democracia brasileira e, em perspectiva comparada, em outras democracias no Norte e no Sul, entre a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas? Como analisar a utilidade social e o impacto na pol\u00edtica de pesquisas desenvolvidas por cientistas pol\u00edticos? Que papel desempenham as institui\u00e7\u00f5es de fomento \u00e0 pesquisa? Quem define as prioridades de uma pol\u00edtica p\u00fablica? E com base em quais crit\u00e9rios? A Ci\u00eancia Pol\u00edtica deveria focar-se na an\u00e1lise de algo j\u00e1 implementado ou em fase de implementa\u00e7\u00e3o? Deve ser capaz de propor mudan\u00e7as e servir como embasamento direto para o desenho de novas pol\u00edticas? Deve prever comportamentos futuros visando \u00e0 interven\u00e7\u00e3o na realidade? A partir dessas e de outras quest\u00f5es, o 10\u00ba Encontro da ABCP far\u00e1 um balan\u00e7o da \u00e1rea no Brasil e no mundo, buscando um aprimoramento e procurando entender como funcionam as rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica. &nbsp;A realiza\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o da \u00e1rea contribui para a preserva\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>mem\u00f3ria<\/em>&nbsp;da Ci\u00eancia Pol\u00edtica, mas principalmente: constr\u00f3i seu&nbsp;<em>futuro<\/em>.<br><br>A Ci\u00eancia Pol\u00edtica contempor\u00e2nea escreve, descreve, analisa, infere e prescreve o passado e o presente a todo momento e, portanto, tem o dever de mostrar \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es de acad\u00eamicos como se construiu o nosso mundo pol\u00edtico com todas as suas complexas rela\u00e7\u00f5es e particularidades. Ademais, preservar a mem\u00f3ria e pensar o futuro da Ci\u00eancia Pol\u00edtica refor\u00e7a o argumento da isen\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e do rigor acad\u00eamico na produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e pesquisas, impedindo que certas prefer\u00eancias enviesem as narrativas.<br><br>Sem pretens\u00e3o de exaustividade, a constru\u00e7\u00e3o desse balan\u00e7o no 10\u00ba Encontro da ABCP deve ocorrer em torno de, pelo menos, quatro eixos anal\u00edticos. O primeiro deles diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o tempo dos pol\u00edticos e o tempo da pesquisa. Dentro do contexto da constru\u00e7\u00e3o da narrativa, \u00e9 importante ressaltar a curta proje\u00e7\u00e3o da qual os pol\u00edticos geralmente s\u00e3o capazes. Salvo exce\u00e7\u00f5es, seus atos n\u00e3o s\u00e3o pensados de maneira a durar por longo tempo ou n\u00e3o s\u00e3o, de regra, projetos de larga escala. O comportamento dos atores pol\u00edticos est\u00e1, muitas das vezes, relacionado \u00e0s suas ambi\u00e7\u00f5es imediatas de acesso ao poder pol\u00edtico (ou continuidade) por meio dos processos eleitorais. Em muitos casos, eles podem pensar em pol\u00edticas para se elegerem, ou ainda aguardam o veredicto das urnas para defenderem determinadas pol\u00edticas p\u00fablicas. Em contrapartida, em alguns casos, cientistas pol\u00edticos desenvolvem pesquisas de longo alcance cujos resultados lhes permitem construir diagn\u00f3sticos dos problemas sociais a partir dos quais pol\u00edticas p\u00fablicas dever\u00e3o ser pensadas e implementadas. Dotados de recursos cognitivos e metodol\u00f3gicos, h\u00e1bitos institucionais, linguagens pr\u00f3prias e compartilhadas, os\/as cientistas pol\u00edticos\/as constitu\u00edram um campo pr\u00f3prio do conhecimento da Pol\u00edtica. Os objetos e quest\u00f5es de pesquisa s\u00e3o investigados cada vez mais com repert\u00f3rios te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos sofisticados, cujos desenhos de pesquisa s\u00e3o mais precisos e parcimoniosos. Com o rigor cient\u00edfico dos m\u00e9todos quantitativos e qualitativos usados para checar empiricamente as hip\u00f3teses aferidas ou para gerar novas hip\u00f3teses, amplos avan\u00e7os v\u00eam sendo alcan\u00e7ados pelas diversas linhas de pesquisa que conformam a Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira e mundial.<br><br>O segundo eixo anal\u00edtico concerne \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es e a comunidade pol\u00edtica, e entre estas e a sociedade civil. As institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes pelo fato de somente elas poderem tornar mais previs\u00edveis o cen\u00e1rio pol\u00edtico, dando mais clareza e diminuindo o grau de incerteza e os custos de transa\u00e7\u00e3o inerentes a este cen\u00e1rio. As institui\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, servem como regras que s\u00e3o estabelecidas para resolver conflitos causados pela diversidade de ideias, prefer\u00eancias e alinhamentos. O que a institui\u00e7\u00e3o faz, no caso, \u00e9 limitar o poder humano, estipulando como o campo pol\u00edtico deve funcionar e at\u00e9 onde pode atuar o tomador de decis\u00e3o. Mas como se renovam? Qual o papel da Ci\u00eancia Pol\u00edtica nesse sentido? Como as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas reagem aos protestos das ruas e \u00e0s demandas dos movimentos sociais e das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil? Qual o papel da m\u00eddia nesse processo? Logo, a Ci\u00eancia Pol\u00edtica, dentre tantos outros objetivos, visa a pensar o controle da pol\u00edtica em si e definir modelos por meio dos quais as demandas da sociedade podem ser geridas. A partir do estudo de como o governo atua, busca entender se o governo procura proteger o bem-estar coletivo, ou se \u00e9 pautado pela governabilidade. A Ci\u00eancia Pol\u00edtica pode (deve?) adotar uma vis\u00e3o cr\u00edtica para tamb\u00e9m interpretar resultados e ter o poder de afirmar o que \u00e9 pass\u00edvel de reformula\u00e7\u00e3o, de inova\u00e7\u00e3o e de transforma\u00e7\u00e3o mais profunda na vida pol\u00edtica em geral. Esse poder \u00e9 conferido \u00e0 Ci\u00eancia Pol\u00edtica por seu&nbsp;<em>status<\/em>&nbsp;de ci\u00eancia que informa e avalia o processo decis\u00f3rio e seu contexto, mas tamb\u00e9m analisa as causas e os efeitos da decis\u00e3o pol\u00edtica.<br><br>O terceiro eixo aqui proposto enfatiza a democratiza\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica, no Brasil e em v\u00e1rios outros pa\u00edses latino-americanos. \u00c9 interessante notar que, durante a ditadura militar no Brasil, houve muitos casos de pesquisadores-militantes que receberam bolsas de estudo, principalmente provenientes da Funda\u00e7\u00e3o Ford, em universidades como a ent\u00e3o rec\u00e9m criada FLACSO, mas tamb\u00e9m em Harvard, Cornell, Michigan, Berkeley, MIT e Stanford, passando, assim, da milit\u00e2ncia para a academia. Isso contribuiu para que houvesse um maior estreitamento, d\u00e9cadas depois, entre a teoria e a pr\u00e1tica pol\u00edtica, unindo a experi\u00eancia militante com a academia. Gra\u00e7as a muitos desses bolsistas, a Ci\u00eancia Pol\u00edtica foi-se construindo, no Brasil, em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como no antigo IUPERJ, onde foi criada, em 1966, a revista&nbsp;<em>Dados &#8211; Revista de Ci\u00eancias Sociais<\/em>. Antes da d\u00e9cada de 1970, a UFMG j\u00e1 tinha um programa em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, mas nos anos 1970 e 1980 foram criados outros em S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Pernambuco e Bras\u00edlia. Em 1977 foi fundada a ANPOCS &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais. Esses fatos demonstram que a \u00e1rea \u00e9 muito nova no Brasil, havendo n\u00e3o mais que tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de acad\u00eamicos e pesquisadores que ainda coexistem.<br><br>Muitos pa\u00edses latino-americanos, cujas trajet\u00f3rias de desenvolvimento e inser\u00e7\u00e3o internacional em muito se assemelham ao caminho percorrido pelo Brasil, passaram recentemente por ditaduras, protestos sociais, abertura democr\u00e1tica, per\u00edodos de ajuste econ\u00f4mico segundo os c\u00e2nones das ag\u00eancias internacionais, tentativa de controle e hegemoniza\u00e7\u00e3o de suas respectivas pol\u00edticas externas \u2013 aspectos que contribu\u00edram para gerar, por assim dizer, uma hist\u00f3ria comum. A \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica se expande no pa\u00eds e na Am\u00e9rica Latina, havendo cada vez mais la\u00e7os entre os pa\u00edses da regi\u00e3o, possibilitando um estreitamento e uma internacionaliza\u00e7\u00e3o da academia. N\u00e3o obstante, a Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira ainda tem de ampliar seus v\u00ednculos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, aos di\u00e1logos entre intelectuais e \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de projetos comuns entre cientistas pol\u00edticos na Am\u00e9rica Latina. Um dos indicadores da baixa densidade dos v\u00ednculos entre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira e latino-americana pode ser observado no exame das bibliografias dos cursos ministrados pela P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, onde h\u00e1 pouca refer\u00eancia a autores da regi\u00e3o. Outros indicadores que poderiam ser analisados seriam as parcerias acad\u00eamicas ou os projetos de interc\u00e2mbio regional. Desde 2002, a ALACIP tem cumprido papel central na aproxima\u00e7\u00e3o entre cientistas pol\u00edticos da regi\u00e3o.<br><br>O mesmo argumento poderia ser aplicado ao caso de outras realidades de pa\u00edses em desenvolvimento, a exemplo da \u00c1frica do Sul, da \u00cdndia, da Turquia, entre outros. Por raz\u00f5es hist\u00f3ricas, institucionais e cient\u00edficas \u2013 mas tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancias e mentalidades individuais e coletivas \u2013 o di\u00e1logo acad\u00eamico em Ci\u00eancia Pol\u00edtica tem sido mais din\u00e2mico entre Brasil, Estados Unidos e pa\u00edses europeus.<br><br>Finalmente, o quarto eixo anal\u00edtico poderia analisar a no\u00e7\u00e3o mais ampla de responsabilidade da Ci\u00eancia Pol\u00edtica. A Ci\u00eancia Pol\u00edtica pode contribuir para definir a forma de agir do Estado e dos pol\u00edticos, pode criticar e sugerir alternativas. Com argumento de autoridade, pode indicar caminhos para que se atinja o bem-estar geral, para que se construam e reconstruam institui\u00e7\u00f5es que sejam mais justas, eficazes e eficientes. Sem precisar temer repres\u00e1lias a suas an\u00e1lises, a Ci\u00eancia Pol\u00edtica pode (deve?) dizer qual \u00e9 a sua vers\u00e3o da verdade aos poderes, e n\u00e3o apenas repetir e legitimar a verdade desses poderes. Outra responsabilidade da Ci\u00eancia Pol\u00edtica \u00e9 contribuir para o desenvolvimento de cidad\u00e3os cr\u00edticos, politicamente conscientes de seu papel na sociedade e do seu comportamento respons\u00e1vel na esfera p\u00fablica. Quanto maior a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e mais intenso o engajamento associativo dos cidad\u00e3os, maior a inteligibilidade do indiv\u00edduo sobre o seu poder de influenciar e afetar as esferas de poder institucionalizado.<br><br>\u00c9 com base nesse conjunto de ideias e hip\u00f3teses aqui lan\u00e7adas que a ABCP realiza e promove o seu 10\u00ba Encontro. A Associa\u00e7\u00e3o espera que, no \u00e2mbito das \u00c1reas Tem\u00e1ticas e do conjunto de Confer\u00eancias, Sess\u00f5es Especiais e Mesas Redondas que ser\u00e3o organizadas entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro de 2016, seus associados e associadas, bem como participantes e convidados de outros pa\u00edses, possam dialogar criticamente, aprofundar conhecimentos, intercambiar resultados de projetos, definir novas agendas de pesquisa e, portanto, contribuir, entre outros, para o avan\u00e7o da democracia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Realiza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/abcp-associacao-brasileira-ciencia-politica-392.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"ABCP - Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica\"><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/aira-eventos-tecnico-cientificos-387.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"Air\u00e1 - Eventos T\u00e9cnico-Cient\u00edficos\"><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Apoio institucional<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/capes-2.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"Capes\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/cnpq-conselho-nacional-desenvolvimento-cientifico-e.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/konrad-adenauer-stiftung-10.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"Konrad-Adenauer-Stiftung\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/fapesp-fundacao-amparo-pesquisa-estado-sao-paulo-5.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"FAPESP - Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/fapemig-fundacao-amparo-pesquisa-mg-3.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"FAPEMIG - Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de MG\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/open-society-foundations-386.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"Open Society Foundations\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/bdmg-banco-desenvolvimento-minas-gerais-385.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais\"><\/li>\n\n\n\n<li><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/sites\/default\/files\/imagens\/logomarcas\/governo-minas-gerais-388.png\" width=\"244\" height=\"172\" alt=\"Governo de Minas Gerais\"><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>30\/08\/2016 a 02\/09\/2016<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/pt-br\/node\/804\">Hotel Ouro Minas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Av. Cristiano Machado, 4001<br>Ipiranga<br>Belo Horizonte-MG<br>31160-342<br>Brasil<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-mainnavigation-6-menu\">Veja tamb\u00e9m<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/pt-br\/eventos\/10o-encontro-abcp\/programacao\">Programa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/pt-br\/eventos\/10o-encontro-abcp\/anais\">Anais<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Comiss\u00e3o organizadora Apresenta\u00e7\u00e3o Anais do 10\u00b0 Encontro da ABCP&nbsp;&#8211; ISBN 978-85-66557-02-2 O tema geral do 10\u00ba Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica,&nbsp;Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica: Mem\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00f3ria e Futuro, celebra os trinta anos de funda\u00e7\u00e3o da ABCP e os vinte anos de sua efetiva organiza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito nacional. Entre avan\u00e7os e desafios que marcam o presente contexto da democracia brasileira, o 10\u00ba Encontro da ABCP pretende abordar as dimens\u00f5es complexas e os aspectos contradit\u00f3rios da rela\u00e7\u00e3o entre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica \u2013 campo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, de pesquisa e de ensino \u2013 e a Pol\u00edtica em geral, esteja esta relacionada com as transforma\u00e7\u00f5es da comunidade pol\u00edtica e de suas institui\u00e7\u00f5es, com as rela\u00e7\u00f5es de poder e os conflitos na sociedade, com as diferentes formas de a\u00e7\u00e3o coletiva e coopera\u00e7\u00e3o, ou ainda com as pol\u00edticas p\u00fablicas, seus processos decis\u00f3rios, sua implementa\u00e7\u00e3o e posterior avalia\u00e7\u00e3o. O&nbsp;avan\u00e7o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica n\u00e3o implica&nbsp;ipso facto&nbsp;e necessariamente o desenvolvimento progressivo da Pol\u00edtica. A contradi\u00e7\u00e3o aqui diz respeito ao fato de que n\u00e3o h\u00e1 linearidade entre o avan\u00e7o do saber cient\u00edfico e acad\u00eamico, de um lado, e o campo da pr\u00e1xis pol\u00edtica, de outro. A complexidade dessa rela\u00e7\u00e3o existe porque s\u00e3o muitas as vis\u00f5es, epistemologias e ontologias sobre as duas \u00e1reas envolvidas. Portanto, s\u00e3o diversas as dimens\u00f5es a serem descritas e analisadas ao se pensarem as rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica. Quando a Pol\u00edtica \u00e9 entendida como campo de conflito e coopera\u00e7\u00e3o, \u00e9 de imediato confrontada com uma arena onde atuam os membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio, definindo par\u00e2metros e normas institucionais para o conv\u00edvio social e a gest\u00e3o das diferen\u00e7as e desigualdades na sociedade. Esta tamb\u00e9m \u00e9 ator fundamental nesse processo, por meio das elei\u00e7\u00f5es e dos distintos mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social e de protesto. Como pol\u00edtica p\u00fablica, a Pol\u00edtica se manifesta de maneira ainda mais vis\u00edvel e concreta, em projetos e a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o desenvolvidas pelo Estado, com o intuito de atender o bem-estar geral, havendo a\u00ed um necess\u00e1rio compromisso com o interesse p\u00fablico. Nas rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edticas p\u00fablicas e a Pol\u00edtica, as primeiras podem sofrer limita\u00e7\u00f5es da segunda, mas uma pol\u00edtica p\u00fablica tamb\u00e9m pode gerar novos modos de representa\u00e7\u00e3o social, novas identidades, interesses diversos e conflitos distributivos. Do mesmo modo, a conjuntura e a estrutura de for\u00e7as do campo pol\u00edtico tamb\u00e9m s\u00e3o relevantes para se saber&nbsp;quais, como e quando&nbsp;as pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o concebidas e postas em pr\u00e1tica. Sendo assim, \u00e9 importante entender qual o papel da Ci\u00eancia Pol\u00edtica nesse contexto. Quais seriam os canais que colocam a academia em di\u00e1logo com os tomadores de decis\u00e3o? Que rela\u00e7\u00f5es existem, na democracia brasileira e, em perspectiva comparada, em outras democracias no Norte e no Sul, entre a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas? Como analisar a utilidade social e o impacto na pol\u00edtica de pesquisas desenvolvidas por cientistas pol\u00edticos? Que papel desempenham as institui\u00e7\u00f5es de fomento \u00e0 pesquisa? Quem define as prioridades de uma pol\u00edtica p\u00fablica? E com base em quais crit\u00e9rios? A Ci\u00eancia Pol\u00edtica deveria focar-se na an\u00e1lise de algo j\u00e1 implementado ou em fase de implementa\u00e7\u00e3o? Deve ser capaz de propor mudan\u00e7as e servir como embasamento direto para o desenho de novas pol\u00edticas? Deve prever comportamentos futuros visando \u00e0 interven\u00e7\u00e3o na realidade? A partir dessas e de outras quest\u00f5es, o 10\u00ba Encontro da ABCP far\u00e1 um balan\u00e7o da \u00e1rea no Brasil e no mundo, buscando um aprimoramento e procurando entender como funcionam as rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia Pol\u00edtica e a Pol\u00edtica. &nbsp;A realiza\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o da \u00e1rea contribui para a preserva\u00e7\u00e3o da&nbsp;mem\u00f3ria&nbsp;da Ci\u00eancia Pol\u00edtica, mas principalmente: constr\u00f3i seu&nbsp;futuro. A Ci\u00eancia Pol\u00edtica contempor\u00e2nea escreve, descreve, analisa, infere e prescreve o passado e o presente a todo momento e, portanto, tem o dever de mostrar \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es de acad\u00eamicos como se construiu o nosso mundo pol\u00edtico com todas as suas complexas rela\u00e7\u00f5es e particularidades. Ademais, preservar a mem\u00f3ria e pensar o futuro da Ci\u00eancia Pol\u00edtica refor\u00e7a o argumento da isen\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e do rigor acad\u00eamico na produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e pesquisas, impedindo que certas prefer\u00eancias enviesem as narrativas. Sem pretens\u00e3o de exaustividade, a constru\u00e7\u00e3o desse balan\u00e7o no 10\u00ba Encontro da ABCP deve ocorrer em torno de, pelo menos, quatro eixos anal\u00edticos. O primeiro deles diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o tempo dos pol\u00edticos e o tempo da pesquisa. Dentro do contexto da constru\u00e7\u00e3o da narrativa, \u00e9 importante ressaltar a curta proje\u00e7\u00e3o da qual os pol\u00edticos geralmente s\u00e3o capazes. Salvo exce\u00e7\u00f5es, seus atos n\u00e3o s\u00e3o pensados de maneira a durar por longo tempo ou n\u00e3o s\u00e3o, de regra, projetos de larga escala. O comportamento dos atores pol\u00edticos est\u00e1, muitas das vezes, relacionado \u00e0s suas ambi\u00e7\u00f5es imediatas de acesso ao poder pol\u00edtico (ou continuidade) por meio dos processos eleitorais. Em muitos casos, eles podem pensar em pol\u00edticas para se elegerem, ou ainda aguardam o veredicto das urnas para defenderem determinadas pol\u00edticas p\u00fablicas. Em contrapartida, em alguns casos, cientistas pol\u00edticos desenvolvem pesquisas de longo alcance cujos resultados lhes permitem construir diagn\u00f3sticos dos problemas sociais a partir dos quais pol\u00edticas p\u00fablicas dever\u00e3o ser pensadas e implementadas. Dotados de recursos cognitivos e metodol\u00f3gicos, h\u00e1bitos institucionais, linguagens pr\u00f3prias e compartilhadas, os\/as cientistas pol\u00edticos\/as constitu\u00edram um campo pr\u00f3prio do conhecimento da Pol\u00edtica. Os objetos e quest\u00f5es de pesquisa s\u00e3o investigados cada vez mais com repert\u00f3rios te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos sofisticados, cujos desenhos de pesquisa s\u00e3o mais precisos e parcimoniosos. Com o rigor cient\u00edfico dos m\u00e9todos quantitativos e qualitativos usados para checar empiricamente as hip\u00f3teses aferidas ou para gerar novas hip\u00f3teses, amplos avan\u00e7os v\u00eam sendo alcan\u00e7ados pelas diversas linhas de pesquisa que conformam a Ci\u00eancia Pol\u00edtica brasileira e mundial. O segundo eixo anal\u00edtico concerne \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es e a comunidade pol\u00edtica, e entre estas e a sociedade civil. As institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes pelo fato de somente elas poderem tornar mais previs\u00edveis o cen\u00e1rio pol\u00edtico, dando mais clareza e diminuindo o grau de incerteza e os custos de transa\u00e7\u00e3o inerentes a este cen\u00e1rio. As institui\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, servem como regras que s\u00e3o estabelecidas para resolver conflitos causados pela diversidade de ideias, prefer\u00eancias e alinhamentos. O que a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":87,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2383","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2383\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/87"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}