{"id":130,"date":"2021-02-11T21:16:40","date_gmt":"2021-02-11T21:16:40","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2021\/02\/11\/especial-abcp-acoes-rondonia-enfrentamento-pandemia-2\/"},"modified":"2021-02-11T21:16:40","modified_gmt":"2021-02-11T21:16:40","slug":"especial-abcp-acoes-rondonia-enfrentamento-pandemia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/especial-abcp-acoes-rondonia-enfrentamento-pandemia-2\/","title":{"rendered":"ESPECIAL ABCP: As a\u00e7\u00f5es de Rond\u00f4nia no enfrentamento \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o vig\u00e9simo primeiro texto da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h4><em>Este \u00e9 o vig\u00e9simo primeiro texto da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler a an\u00e1lise sobre&nbsp;Rond\u00f4nia&nbsp;publicada na \u00faltima&nbsp;edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/08\/26\/especial-abcp-acoes-rondonia-enfrentamento-pandemia\/\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ter acesso a todas&nbsp;as an\u00e1lises publicadas nesta 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/projetos\/especial-abcp-5a-edicao-governos-estaduais-e-acoes\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<hr \/>\n<p><span><span><span><strong><span><span>Rond\u00f4nia e o Covid-19: das elei\u00e7\u00f5es ao colapso do novo ano<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Nome dos(as) autores(as): Patr\u00edcia Mara Cabral de Vasconcellos e&nbsp;M\u00e1rcio Secco<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00e3o:&nbsp;<span><span><span><span><span>Universidade Federal de Rond\u00f4nia&nbsp;(DCS\/DHJUS\/UNIR);&nbsp;Universidade Federal de Rond\u00f4nia&nbsp;(DFIL\/DHJUS\/UNIR)<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Titula\u00e7\u00e3o&nbsp;dos(as) autores(as) e institui\u00e7\u00e3o&nbsp;em que a&nbsp;obtiveram:&nbsp;Doutora em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela UnB;&nbsp;Doutor em Filosofia pela UFSC<\/p>\n<p>Regi\u00e3o: Norte<\/p>\n<p>Governador (Partido):&nbsp;Marcos Rocha (PSL)<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o:&nbsp;1.777.225&nbsp;(est. IBGE, 01\/07\/2019)<\/p>\n<p>N\u00famero de munic\u00edpios:&nbsp;52<\/p>\n<p>Casos confirmados em 31\/01\/2021:&nbsp;<span><span><span><span><span>124.663<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos confirmados em 31\/01\/2021:&nbsp;<span><span><span><span><span>2.244<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Casos por 100 mil hab.:&nbsp;<span><span><span><span><span>7.132,8<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos por 100 mil hab.:&nbsp;<span><span><span><span><span>128,3<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Data de in\u00edcio do Plano de vacina\u00e7\u00e3o:&nbsp;15 de janeiro<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rondonia.ro.gov.br\/covid-19\/institucional\/plano-estadual-de-vacinacao-covid-19\/\">Acesse aqui o&nbsp;Plano de vacina\u00e7\u00e3o do estado<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span><span><span><strong><span><span>* Por: Patr\u00edcia Mara Cabral de Vasconcellos e M\u00e1rcio Secco<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Quando o caos e as incertezas do ano de 2020 pareciam, ao menos na imagina\u00e7\u00e3o popular, ter ficado no passado com o an\u00fancio da aplica\u00e7\u00e3o de vacinas em outros pa\u00edses e as esperan\u00e7as renovadas pelo ano novo, a realidade brasileira favorecia um enredo de trag\u00e9dia. Aglomera\u00e7\u00f5es motivadas por informa\u00e7\u00f5es que minimizavam o risco da contamina\u00e7\u00e3o, necessidades de trabalho, campanhas eleitorais e vota\u00e7\u00e3o, contexto de f\u00e9rias e festividades do Natal e Ano Novo formaram a base para o aumento do n\u00famero de casos no pa\u00eds.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Em Rond\u00f4nia, o pico dos casos ativos na chamada primeira onda da&nbsp;covid-19 registrou, em 29 de junho de 2020, 11.827 casos no estado. N\u00fameros que foram reduzidos at\u00e9 a data de 26 de outubro com 5.370 casos, quando voltaram a aumentar atingindo, at\u00e9 o momento, o pico em 27 de janeiro de 2021, com 19.417 casos ativos, ou seja, aproximadamente 61% de casos a mais do que no primeiro pico.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Figura 1: Casos ativos em Rond\u00f4nia (17\/03\/2020 a 30\/01\/2021)\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Figura 1: Casos ativos em Rond\u00f4nia (17\/03\/2020 a 30\/01\/2021)&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\nFonte: Sesau-RO\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"14e5dcff-c780-43bd-b6ad-059ec4674456\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/pi-4.png\" \/><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Do in\u00edcio da pandemia at\u00e9 26 de outubro foram contabilizados 70.600 casos confirmados em Rond\u00f4nia. Em 30 de janeiro, o total era de 123.957, ou seja, no per\u00edodo de 26 de outubro de 2020 a 30 de janeiro de 2021 foram registrados 53.357 casos. Isto significa que, em pouco mais de tr\u00eas&nbsp;meses (outubro a janeiro), atingiu-se aproximadamente 43% do total contabilizado desde 20 de mar\u00e7o de 2020. Tais dados demonstram a acelera\u00e7\u00e3o e descontrole da curva de cont\u00e1gio no per\u00edodo, o que reflete no n\u00famero de mortes. Com o mesmo par\u00e2metro, at\u00e9 a data de 26 de outubro, eram 1.442 \u00f3bitos e em 31 de janeiro o total era de 2.244 mortes. Assim, somente entre uma data e outra, ocorreram 802 mortes por covid-19.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Hildon Chaves (PSDB), prefeito reeleito da capital de Rond\u00f4nia, Porto Velho, com 54,46% dos votos no segundo turno, anunciou no dia 23 de janeiro o colapso da rede de sa\u00fade da capital. N\u00e3o havia mais leitos de UTI. Desde o dia 17 de janeiro, o governo de Rond\u00f4nia estabelecia medidas mais r\u00edgidas de isolamento social, instituindo toque de recolher das 20h \u00e0s 6h da manh\u00e3 e proibi\u00e7\u00e3o de venda de bebidas alco\u00f3licas das 18h \u00e0s 6h da manh\u00e3. O colapso \u00e9 atribu\u00eddo por especialistas a pelo menos tr\u00eas fatores: baixa ades\u00e3o \u00e0s medidas de isolamento social desde os \u00faltimos meses de 2020; dificuldades para contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e outros profissionais de sa\u00fade; surgimento de nova variante do coronav\u00edrus que parece combinar maior capacidade de cont\u00e1gio e maior letalidade.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O baixo \u00edndice de isolamento social talvez se explique pelas contradi\u00e7\u00f5es geradas pela&nbsp;realidade pand\u00eamica entre a sobreviv\u00eancia, cuja manuten\u00e7\u00e3o depende da renda e do trabalho, e o risco de contamina\u00e7\u00e3o&nbsp;e da morte gerada&nbsp;pela circula\u00e7\u00e3o de pessoas. Chama aten\u00e7\u00e3o o fato de que, dois dias depois de anunciado o colapso da rede de sa\u00fade, uma carreata de empres\u00e1rios e lojistas solicitava a abertura do com\u00e9rcio e, para amenizar os efeitos dessa medida, a abertura de novos leitos de UTI. A mensagem \u00e9 clara, o problema n\u00e3o \u00e9 morrer de covid-19, mas morrer sem receber a assist\u00eancia m\u00e9dica que poderia salvar a vida. Ao mesmo tempo, continua a percep\u00e7\u00e3o dessa parcela da sociedade de que o colapso da economia local poderia causar danos t\u00e3o ou mais graves do que a pandemia. Persiste a ideia em parte dos manifestantes de que somente grupos de risco deveriam ficar em isolamento. A press\u00e3o para que haja a retomada das atividades escolares, em especial em institui\u00e7\u00f5es privadas, \u00e9 uma caracter\u00edstica da vis\u00e3o relatada e da desigualdade entre as condi\u00e7\u00f5es de vida e ensino.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com o novo decreto (n\u00b0 25.782), publicado em 31 de janeiro de 2021, algumas cidades passaram para a fase 1, a mais rigorosa. Nesta fase ainda est\u00e1 autorizado o funcionamento de lojas e estabelecimentos comerciais de modo geral com capacidade de atendimento reduzida a 30% de seu funcionamento normal. Se de um lado se consegue garantir alguma continuidade das atividades econ\u00f4micas, garantindo inclusive a continuidade de obras p\u00fablicas e privadas, por outro, esgotaram-se os meios de atendimento da popula\u00e7\u00e3o de infectados que precisam de interna\u00e7\u00e3o. No dia 23 de janeiro o governo de Rond\u00f4nia pediu ajuda ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a outros estados da federa\u00e7\u00e3o para transferir pacientes covid&nbsp;que necessitavam de interna\u00e7\u00e3o cl\u00ednica ou em UTI.&nbsp;Treze pacientes, <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span><span>com idades entre 21 e 79 anos, foram transferidos para Curitiba no dia 25 de janeiro, enquanto outros pacientes aguardavam transfer\u00eancias para Canoas ou Porto Alegre, no total de 65. Ap\u00f3s essa data, o ritmo de transfer\u00eancias continua e v\u00e1rios estados j\u00e1 receberam pacientes de Rond\u00f4nia.&nbsp;Do colapso surge a demanda feita ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para o envio de m\u00e9dicos ao estado.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span><span>Em paralelo, como se a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o tivesse contornos suficientemente tr\u00e1gicos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Rond\u00f4nia instaurou no dia 26 de janeiro de 2021 inqu\u00e9rito civil p\u00fablico para investigar uma poss\u00edvel fraude do governo estadual ao informar o n\u00famero de vagas de UTI dispon\u00edveis. Segundo o MP, o governo de Rond\u00f4nia teria informado disponibilidade de um n\u00famero maior de vagas, manipulando os dados no intuito de evitar a ado\u00e7\u00e3o de medidas mais restritivas. Os leitos teoricamente existiam, mas seriam de um hospital de campanha desativado sem m\u00e9dicos para oper\u00e1-los, o que significa que deveriam ser considerados como inutiliz\u00e1veis. Segundo o MP, um dos ind\u00edcios da manipula\u00e7\u00e3o dos dados era a exist\u00eancia de uma lista de espera de pacientes para interna\u00e7\u00e3o em UTI ao mesmo tempo em que os relat\u00f3rios do governo informavam disponibilidade de leitos. Ainda em 2020, uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal (PF) apontou supostas fraudes de empresas que teriam contratado com a Secretaria de Sa\u00fade do Estado de Rond\u00f4nia. Segundo a PF as fraudes eram em rela\u00e7\u00e3o a atestados de capacidade t\u00e9cnica das empresas em contratos que somavam mais de R$ 21 milh\u00f5es de reais.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span><span>Um alento para a tr\u00e1gica situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a chegada da vacina ao estado. Rond\u00f4nia foi o \u00faltimo estado da federa\u00e7\u00e3o a receber doses da vacina. Segundo dados divulgados em 1\u00ba de fevereiro de 2021, 17.493 pessoas j\u00e1 haviam sido vacinadas, entre profissionais da sa\u00fade (17.493), idosos institucionalizados (182) e ind\u00edgenas (2.376). Contudo, com uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 1,7 milh\u00e3o de habitantes e as incertezas em torno da capacidade de produ\u00e7\u00e3o mundial e fornecimento de vacinas, esses n\u00fameros ainda est\u00e3o longe de representar alguma tranquilidade ou uma r\u00e1pida mudan\u00e7a de cen\u00e1rio.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o vig\u00e9simo primeiro texto da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. 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