{"id":226,"date":"2020-07-13T00:55:14","date_gmt":"2020-07-13T00:55:14","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/13\/especial-abcp-acoes-rio-grande-sul-2\/"},"modified":"2020-07-13T00:55:14","modified_gmt":"2020-07-13T00:55:14","slug":"especial-abcp-acoes-rio-grande-sul-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/especial-abcp-acoes-rio-grande-sul-2\/","title":{"rendered":"ESPECIAL ABCP: As a\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul no enfrentamento \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o segundo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h4><em>Este \u00e9 o segundo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler a an\u00e1lise sobre o Rio Grande do Sul publicada na \u00faltima&nbsp;edi\u00e7\u00e3o, clique <a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/12\/especial-abcp-acoes-rio-grande-sul\/\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler as an\u00e1lises da Regi\u00e3o Sul desta 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, clique <a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/analises\/especial-abcp-2a-edicao-estados-regiao-sul-enfrentamento\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<hr \/>\n<p><span><span><span><strong><span><span>Rio Grande do Sul: desgaste do distanciamento controlado em meio \u00e0 expans\u00e3o dos casos<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Nome do(a)&nbsp;autor(a): Rodrigo Mayer<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es \u00e0s quais&nbsp;o&nbsp;autor&nbsp;est\u00e1&nbsp;vinculado:&nbsp;Universidade Estadual de Ponta Grossa<\/p>\n<p>Titula\u00e7\u00e3o:&nbsp;Doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul<\/p>\n<p>Regi\u00e3o:&nbsp;Sul<\/p>\n<p>Governador (Partido):&nbsp;Eduardo Leite (PSDB)<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o:&nbsp;11.377.239<\/p>\n<p>N\u00famero de munic\u00edpios:&nbsp;497<\/p>\n<p>Casos confirmados em 11\/07\/2020: 38.720<\/p>\n<p>\u00d3bitos confirmados em 11\/07\/2020: 943<\/p>\n<p>Casos por 100 mil hab.:&nbsp;340,3<\/p>\n<p>\u00d3bitos por 100 mil hab.:&nbsp;8,3<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>* Por:&nbsp;Rodrigo Mayer<\/strong><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O Rio Grande do Sul foi pioneiro, no pa\u00eds, na constru\u00e7\u00e3o de um modelo de distanciamento controlado para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. O modelo ga\u00facho \u00e9 baseado em dois pilares: expans\u00e3o do n\u00famero de casos e disponibilidade de leitos.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Nas \u00faltimas semanas, o modelo passou por ajustes, de modo a garantir que uma piora do cen\u00e1rio seja refletida na classifica\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es do estado. Mesmo com ajustes, ele \u00e9 alvo de cr\u00edticas por parte de especialistas, que argumentam haver sobrerrepresenta\u00e7\u00e3o do impacto do n\u00famero de leitos dispon\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o a outras vari\u00e1veis, o que leva a uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade da pandemia, mesmo com o aumento do n\u00famero de casos. Outra cr\u00edtica levantada \u00e9 que o modelo \u00e9 \u00fatil para monitorar a situa\u00e7\u00e3o nos hospitais, mas limitado para o enfrentamento, pois foca na parte final (interna\u00e7\u00e3o) do combate \u00e0 pandemia.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Desde o retorno das atividades econ\u00f4micas n\u00e3o essenciais, em maio, o estado tem enfrentado um aumento exponencial do n\u00famero de casos e \u00f3bitos registrados, ao mesmo tempo em que aumenta o conflito entre o governo do estado e as prefeituras.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico \u2013 N\u00famero de casos de COVID-19 no Rio Grande do Sul\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Gr\u00e1fico \u2013 N\u00famero de casos de COVID-19 no Rio Grande do Sul&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\n&lt;em&gt;Fonte: Site da Secretaria de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul, 2020&lt;\/em&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"3db08064-0a7a-4d9b-8b34-460bfb2d11bc\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/grafico%20rs%201.png\" \/><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico \u2013 N\u00famero de \u00f3bitos de COVID-19 no Rio Grande do Sul\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Gr\u00e1fico \u2013 N\u00famero de \u00f3bitos de COVID-19 no Rio Grande do Sul&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\n&lt;em&gt;Fonte: Site da Secretaria de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul, 2020&lt;\/em&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"4912fb9f-ef83-47a9-bcd5-422cde055ec7\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/grafico%20rs%202.png\" \/><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Durante a pandemia, o estado expandiu sua cobertura hospitalar, passando de 933 leitos de UTI para 2.244 leitos em 11 de julho. O crescimento dos leitos mant\u00e9m as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o relativamente est\u00e1veis em torno de setenta por cento e do uso de respiradores em aproximadamente 40%.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico \u2013 Taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de UTI, leitos para COVID-19 e uso de respiradores\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Gr\u00e1fico \u2013 Taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de UTI, leitos para COVID-19 e uso de respiradores&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\n&lt;em&gt;Fonte: Site da Secretaria de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul, 2020&lt;\/em&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"f51ed5fc-90a1-4270-88f1-8bc32b774c77\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/grafico%203%20rs.png\" \/><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>A relativa estabilidade nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o vem de sua cont\u00ednua expans\u00e3o. Essa \u00e9 motivada pela necessidade mais leitos devido ao crescimento da pandemia ap\u00f3s a reabertura prematura e, tamb\u00e9m como forma dos munic\u00edpios evitarem a passagem para bandeiras mais restritivas. No entanto, apenas a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser tomada como term\u00f4metro da situa\u00e7\u00e3o da COVID-19 no Estado e tampouco pode ser utilizada como principal crit\u00e9rio para medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o, pois, segundo recomenda\u00e7\u00f5es da OMS, n\u00e3o h\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o, de pelo menos cinquenta por centro, dos casos e de interna\u00e7\u00f5es (em leitos e UTI\u2019s) por pelo menos tr\u00eas semanas consecutivas.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com os \u00edndices de ocupa\u00e7\u00e3o e de uso de respiradores relativamente est\u00e1veis, os meses de maio e junho apresentaram poucas regi\u00f5es com bandeiras vermelhas (alto risco). No entanto, o avan\u00e7o exponencial do n\u00famero de casos gerado pela reabertura alterou o cen\u00e1rio nos \u00faltimos 15 dias, com seis regi\u00f5es classificadas como de alto risco na semana dos dias 7 a 13 de julho e, na pr\u00f3xima semana ser\u00e3o 15 regi\u00f5es sob bandeira vermelha, mesmo sem grandes altera\u00e7\u00f5es nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de UTI, leitos e respiradores.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Na descri\u00e7\u00e3o do modelo de distanciamento controlado, o governo do estado argumenta que este \u00e9 constru\u00eddo com base no di\u00e1logo com as prefeituras e com o empresariado ga\u00facho. No entanto, a passagem para classifica\u00e7\u00f5es de alto risco envolve grandes custos pol\u00edticos para os prefeitos, pois estes t\u00eam que lidar com as press\u00f5es diretas dos grupos econ\u00f4micos locais, al\u00e9m das dificuldades de manuten\u00e7\u00e3o do isolamento social. Devido a altas taxas de informalidade (aproximadamente trinta e quatro por cento dos trabalhadores ga\u00fachos se encontram na informalidade) e ao desgaste gerado pelas m\u00faltiplas aberturas seguidas de restri\u00e7\u00f5es, o que eleva o descontentamento das prefeituras e leva a amea\u00e7as de descumprimento das medidas estaduais e a\u00e7\u00f5es judiciais, as prefeituras enfrentam dificuldades para manuten\u00e7\u00e3o \u2013 e amplia\u00e7\u00e3o \u2013 do isolamento social da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>As prefeituras, devido a discord\u00e2ncias com os crit\u00e9rios adotados, podem recorrer \u2013 de forma isolada ou em conjunto \u2013 das mudan\u00e7as para bandeiras mais restritivas (vermelhas e pretas), as quais s\u00e3o analisadas pelo governo do Estado. Nas \u00faltimas tr\u00eas semanas foram apresentados mais de 130 recursos (30 na 7\u00aa semana da pandemia, 67 na oitava e 37 na nona) com oito recursos aceitos, sendo tr\u00eas por aumento do n\u00famero de leitos de UTI, tr\u00eas por indicadores que se encontravam nos limites entre as bandeiras laranja e vermelha, um pela m\u00e9dia ponderada muito pr\u00f3xima entre as bandeira e, outro pelo aumento \u2013 de mais de duzentos por cento de interna\u00e7\u00f5es \u2013 ocorrer em uma base pequena de casos.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O modelo adotado no Rio Grande do Sul tem se mostrado cada vez mais limitado e perme\u00e1vel a press\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas. Suas dificuldades refletem, em boa parte, a falta de coordena\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis nacional, estadual e municipal, principalmente na ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas unificadas de combate e transfer\u00eancia de recursos financeiros para minimizar o impacto da pandemia. Seu forte est\u00e1 no monitoramento da situa\u00e7\u00e3o, mas sem o acompanhamento de pol\u00edticas p\u00fablicas que auxiliem a popula\u00e7\u00e3o e o empresariado (principalmente o pequeno e m\u00e9dio), as ado\u00e7\u00f5es de medidas mais restritivas se tornam cada vez mais dif\u00edceis de serem tomadas.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o segundo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. 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