{"id":242,"date":"2020-07-16T03:50:06","date_gmt":"2020-07-16T03:50:06","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/16\/especial-abcp-acoes-acre-enfrentamento-2\/"},"modified":"2020-07-16T03:50:06","modified_gmt":"2020-07-16T03:50:06","slug":"especial-abcp-acoes-acre-enfrentamento-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/especial-abcp-acoes-acre-enfrentamento-2\/","title":{"rendered":"ESPECIAL ABCP: As a\u00e7\u00f5es do Acre no enfrentamento \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o d\u00e9cimo oitavo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h4><em>Este \u00e9 o d\u00e9cimo oitavo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler a an\u00e1lise sobre o Acre publicada na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/12\/especial-abcp-acoes-acre-enfrentamento\/\">aqu<\/a><a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/12\/especial-abcp-acoes-amazonas-enfrentamento\/\">i<\/a>!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para saber mais detalhes sobre essa s\u00e9rie especial, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/noticias\/2020\/07\/especial-abcp-governos-estaduais-e-acoes-enfrentamento\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<hr \/>\n<p><strong>Acre e o cont\u00e1gio do resto<\/strong><\/p>\n<p>Nome do autor:&nbsp;Cristov\u00e3o Henrique Ribeiro da Silva<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e0&nbsp;qual&nbsp;o&nbsp;autor&nbsp;est\u00e1&nbsp;vinculado:&nbsp;UFAC (Universidade Federal do Acre)<\/p>\n<p>Titula\u00e7\u00f5es&nbsp;do autor&nbsp;e institui\u00e7\u00f5es&nbsp;em que as obteve:&nbsp;Doutor em Geografia Econ\u00f4mica pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados);&nbsp;P\u00f3s-Doutorado em Geoeconomia pela UFG (Universidade Federal de Goi\u00e1s)<\/p>\n<p>Regi\u00e3o: Norte<\/p>\n<p>Governador (Partido):&nbsp;Gladson Cameli (PP)<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o:&nbsp;881.935<\/p>\n<p>N\u00famero de munic\u00edpios:&nbsp;22<\/p>\n<p>Casos confirmados em 13\/07\/2020:&nbsp;16.260<\/p>\n<p>\u00d3bitos confirmados em 13\/07\/2020:&nbsp;430<\/p>\n<p>Casos por 100 mil hab.:&nbsp;1.843,7<\/p>\n<p>\u00d3bitos por 100 mil hab.:&nbsp;<strong>&nbsp;<\/strong>48<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>* Por:&nbsp;Cristov\u00e3o Henrique Ribeiro da Silva<\/strong><\/p>\n<p>Completaremos quatro meses de epidemia do novo coronav\u00edrus no Brasil e desde ent\u00e3o temos perseguido o tal achatamento da curva epidemiol\u00f3gica que continua ascendente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com cen\u00e1rio pand\u00eamico novo, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), juntamente a virologistas e&nbsp;epidemiologistas, recomendou&nbsp;aos pa\u00edses medidas de conten\u00e7\u00e3o da pandemia para evitar o estresse dos seus respectivos sistemas de sa\u00fade e funer\u00e1rios.<\/p>\n<p>Somado a isso, ao longo desses meses, debatemos em outros textos&nbsp;que a pandemia no Brasil deve ser enfrentada de um ponto de vista regional, porque ela est\u00e1 embutida na dimens\u00e3o territorial\/regional da sociedade seja aqui ou em qualquer outro lugar do mundo.&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, para al\u00e9m dessa quest\u00e3o regional, no in\u00edcio do cont\u00e1gio nas Am\u00e9ricas, o engenheiro <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3j6A2J5\">Tomas Pueyo<\/a>&nbsp;escreveu o artigo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2WjnPH0\"><em>The hammer and the dance<\/em><\/a><em> <\/em>(O martelo e a dan\u00e7a, em tradu\u00e7\u00e3o livre).&nbsp;Na an\u00e1lise o autor prop\u00f4s que cada pa\u00eds&nbsp;deveria definir estrat\u00e9gias para a conten\u00e7\u00e3o da pandemia acertando a curva epidemiol\u00f3gica com um martelo, ou seja, implementando medidas severas de restri\u00e7\u00e3o da mobilidade social com isolamento, quarentena e <em>lockdowns<\/em> para que a propaga\u00e7\u00e3o exponencial fosse contida, depois disso, os dirigentes deveriam estabelecer medidas e protocolos de conv\u00edvio com o novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2).&nbsp;<\/p>\n<p>Conv\u00edvio que foi entendido, na proposta, como uma dan\u00e7a que praticamente consistia em ado\u00e7\u00e3o de normas de biosseguran\u00e7a, iniciativas educacionais para a popula\u00e7\u00e3o de modo geral e controle sanit\u00e1rio r\u00edgido, evitando&nbsp;aglomera\u00e7\u00f5es e&nbsp;poupando vidas at\u00e9 o surgimento de uma vacina, evitando, assim, o impacto mais severo da pandemia no mundo como mostra o gr\u00e1fico 1.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico 1: Esquema do martelo e a dan\u00e7a \u2013 the hammer and the dance.\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Gr\u00e1fico 1: Esquema do martelo e a dan\u00e7a \u2013 the hammer and the dance&lt;\/strong&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"2542ef5e-2010-4ed5-b220-19b25e0b5d5f\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/ac%201.png\" \/><\/p>\n<p>Pois bem, no Brasil, um quadrimestre depois temos a realidade&nbsp;imposta pela pandemia que&nbsp;revelou, com um padr\u00e3o territorial, o colapso na regi\u00e3o Norte, representado por Manaus (AM) e suas valas coletivas, evidenciou qual seria o tom desse colapso regional da sa\u00fade p\u00fablica e do sistema funer\u00e1rio como bem exp\u00f5e o mapa 1, cuja cor azul&nbsp;mostra a situa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios com casos a cada mil habitantes, sobretudo, na regi\u00e3o Norte do pa\u00eds que&nbsp;concentra&nbsp;atualmente, julho de 2020, cerca de 21% dos casos de confirmados.<\/p>\n<p>Agora, como j\u00e1 debatemos em outra ocasi\u00e3o, a pandemia caminha sobre nossas estruturas rodovi\u00e1rias, ferrovi\u00e1rias e hidrovi\u00e1rias em dire\u00e7\u00e3o ao interior do pa\u00eds, revelando 27 outras pandemias, representadas nas unidades federativas, que possuem peculiaridades socioecon\u00f4micas, hist\u00f3ricas e geogr\u00e1ficas que imp\u00f5em uma resposta coordenada e estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a incompet\u00eancia do governo federal em criar uma resposta de calibre nacional para a pandemia colocou o Brasil na rota dos 100 mil mortos, e, por isso, os governos estaduais e municipais se viram neutralizados nas suas iniciativas institucionais de criarem, com suas pol\u00edticas p\u00fablicas, os martelos para achatar a curva de cont\u00e1gio e, assim, retirar do c\u00e1lculo de \u00f3bitos&nbsp;aquelas que poderiam ser mortes evit\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Mapa 1: Casos confirmados da pandemia de COVID-19 no Brasil (30\/06\/2020)\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Mapa 1: Casos confirmados da pandemia de COVID-19 no Brasil (30\/06\/2020)&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\n&lt;em&gt;Fonte: Herv\u00e9 Thery&lt;\/em&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"61b7f4bd-709a-4542-94db-854b197915ba\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/ac%202.jpg\" \/><\/p>\n<p>No Brasil, quando as medidas dos governos estaduais e municipais foram implementadas, houve um leve achatamento da curva, por\u00e9m, em meio \u00e0s trapalhadas do governo federal, que n\u00e3o possui diretriz de enfrentamento \u00e0&nbsp;pandemia, a curva de cont\u00e1gio continuou ascendente nas regi\u00f5es metropolitanas das grandes cidades brasileiras.<\/p>\n<p>Por exemplo, no in\u00edcio de junho de 2020, das 34.072&nbsp;v\u00edtimas fatais da pandemia, 45% estavam concentradas em seis&nbsp;metr\u00f3poles brasileiras, Bel\u00e9m\/PA, Recife (PE), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e&nbsp;S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Agora, na 29\u00aa semana epidemiol\u00f3gica de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, a doen\u00e7a entra em uma fase delicada de interioriza\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios que n\u00e3o possuem estrutura no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) para suportar o estresse gerado com a necessidade de interna\u00e7\u00e3o dos pacientes mais graves. No campo da an\u00e1lise das pol\u00edticas p\u00fablicas, a partir de agora, parece que o Brasil adotou como estrat\u00e9gia o cont\u00e1gio do resto, no sentido de contaminar o restante do Brasil, interiorizando a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Ainda assim, na proposta do <em>Martelo e a dan\u00e7a<\/em>, ap\u00f3s a queda de n\u00famero de infectados, come\u00e7a a dan\u00e7a at\u00e9 que tenhamos a vacina, instituindo medidas duras orbitando em torno da taxa de transmiss\u00e3o do v\u00edrus (R), que deve ficar abaixo de 1. Com isso em mente, a <em>dan\u00e7a brasileira, <\/em>isto \u00e9, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o do cont\u00e1gio, inicia-se em uma esp\u00e9cie de plat\u00f4 alt\u00edssimo de mortes di\u00e1rias, algo em torno de 1.042, enquanto o interior assiste a uma escalada de propaga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.&nbsp;<\/p>\n<p>Do ponto de vista regional, em breve as grandes cidades brasileiras, e&nbsp;at\u00e9 os polos regionais,&nbsp;ter\u00e3o de voltar atr\u00e1s em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 que \u00e0&nbsp;medida que a doen\u00e7a se interioriza s\u00e3o nas regi\u00f5es metropolitanas que est\u00e3o as unidades de tratamento intensivo (UTIs), por isso, o deslocamento geogr\u00e1fico de sintom\u00e1ticos se torna inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do extremo oeste da Amaz\u00f4nia Ocidental, o estado do Acre&nbsp;no campo institucional desenhou suas pol\u00edticas p\u00fablicas de modo satisfat\u00f3rio no combate \u00e0&nbsp;pandemia.<\/p>\n<p>Entretanto, analisando estrategicamente, o Acre deveria ter utilizado sua caracter\u00edstica territorial de ser isolado, um lugar pejorativamente cunhado de inexistente no territ\u00f3rio brasileiro, e mantido suas pol\u00edticas de conten\u00e7\u00e3o, criado o martelo de achatamento da curva e conseguido sua dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os disparates emanados de Bras\u00edlia acertaram precisamente as medidas dos governos estadual e municipal, promovendo uma baixa ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao isolamento social que, apenas no in\u00edcio da quarentena, ficou acima dos 60%.&nbsp;Atualmente, segundo o <em>Google,<\/em> o isolamento no estado do Acre ronda a casa dos 40%.&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, para termos uma ideia, aproximadamente, a cada dois testes realizados, ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o do caso, um \u00e9 positivo. At\u00e9 o momento no Acre, s\u00e3o 16.260 casos notificados, 5%&nbsp;do total da regi\u00e3o norte, com 21.682 (57%) casos descartados e outros 16.260 (42,7%) confirmados e outros 123 (0,3%) seguem aguardando resultado de exame laboratorial. Onde est\u00e1 a quest\u00e3o regional nesses n\u00fameros?<\/p>\n<p>No Acre, entorno da capital, est\u00e3o os munic\u00edpios com menor \u00edndice de desenvolvimento humano (IDH) do estado aliado aos maiores n\u00fameros de cont\u00e1gio, isto \u00e9, como no Brasil, como um todo,&nbsp;as \u00e1reas mais populosas possuem a maior taxa de cont\u00e1gio, em seguida a interioriza\u00e7\u00e3o dos casos \u00e9 iniciada.&nbsp;O&nbsp;tom regional reside nesse ponto&nbsp;porque, assim como os munic\u00edpios, nenhuma das unidades federadas do Brasil det\u00e9m uma rea\u00e7\u00e3o homog\u00eanea da pandemia porque o novo coronav\u00edrus n\u00e3o respeita os limites pol\u00edticos administrativos da gest\u00e3o p\u00fablica (Mapa 2).&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Mapa 2: Casos confirmados de COVID-19 e Munic\u00edpios por \u00cdndice de Desenvolvimento Humano no estado do Acre \u2013 Acumulado 13\/07.\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Mapa 2: Casos confirmados de COVID-19 e Munic\u00edpios por \u00cdndice de Desenvolvimento Humano no estado do Acre \u2013 Acumulado 13\/07.&lt;\/strong&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"c133f018-6045-4c9c-a6bf-f2c35ad83044\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/ac%203.jpg\" \/><\/p>\n<p>As mortes por COVID-19&nbsp;no estado, que s\u00e3o a&nbsp;outra ponta da an\u00e1lise da pandemia,&nbsp;s\u00e3o 430, das quais 65,9%&nbsp;(297 casos) s\u00e3o de pessoas acima de 60 anos.<\/p>\n<p>De acordo com a Secretaria de Sa\u00fade do Estado (SESACRE), do total acumulado de mortos, 291, ou seja, 70,0%, tinham alguma comorbidade e outras 139 pessoas, 30,0%, que evolu\u00edram para o \u00f3bito n\u00e3o possu\u00edam hist\u00f3rico de comorbidades. Todo esse panorama de casos confirmados que abarrotam as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do estado, as quais&nbsp;j\u00e1 est\u00e3o com a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o acima dos 90% (Mapa 3).<\/p>\n<p>Assim, o cont\u00e1gio regional segue o padr\u00e3o de interioriza\u00e7\u00e3o para os munic\u00edpios menos estruturados, enquanto a capital Rio Branco, epicentro da doen\u00e7a, come\u00e7a a entrar em rota de flexibiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia m\u00f3vel dos dados da pandemia no Brasil aponta&nbsp;o Acre com um decr\u00e9scimo de mortes de -18%&nbsp;junto com Rio de Janeiro (RJ), Par\u00e1 (PA) e Rio Grande do Norte (RN), ainda assim, \u00e9 incipiente ensaiar uma dan\u00e7a de retomada das atividades econ\u00f4micas no estado, mesmo que, na pr\u00e1tica, haja uma percep\u00e7\u00e3o de que o pior passou.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico das mortes causadas pela COVID-19, por exemplo, os munic\u00edpios com maior \u00edndice de desenvolvimento humano, no crit\u00e9rio longevidade, s\u00e3o os mesmos que apresentam os maiores n\u00fameros&nbsp;de mortes. Naturalizar esse dado \u00e9 naturalizar a morte por si s\u00f3, sobretudo, dos mais pobres do interior, como mostra o mapa 3.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Mapa 2: Mortes confirmadas de COVID-19 e Munic\u00edpios por \u00cdndice de Desenvolvimento Humano \u2013 Crit\u00e9rio Longevidade no estado do Acre \u2013 Acumulado 13\/07.\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Mapa 2: Mortes confirmadas de COVID-19 e Munic\u00edpios por \u00cdndice de Desenvolvimento Humano \u2013 Crit\u00e9rio Longevidade no estado do Acre \u2013 Acumulado 13\/07.&lt;\/strong&gt;\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"4dd0e7e5-913b-4366-9648-8ce6f86e82ed\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/ac%204.jpg\" \/><\/p>\n<p>Mesmo com esse cen\u00e1rio, com uma leve martelada na m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes, e com a interioriza\u00e7\u00e3o dos casos, o governo estadual lan\u00e7ou, no dia 22 de junho, o <em>Pacto Acre Sem COVID<\/em>, cuja ideia central \u00e9 retomar as atividades econ\u00f4micas com protocolos de biosseguran\u00e7a. A chance de dar certo \u00e9 quase nula, sem vacina, n\u00e3o tem como pensar uma din\u00e2mica social e territorial sem a COVID-19. Tal como para o Brasil como um todo, no estado do Acre, que existe, respirar \u00e9 um privil\u00e9gio e o cont\u00e1gio do resto \u00e9 uma prioridade.<\/p>\n<p><strong>* Cristov\u00e3o Henrique Ribeiro da Silva&nbsp;<\/strong><em>\u00e9&nbsp;Ge\u00f3grafo e Internacionalista &#8211; Professor do Curso de Geografia do CFCH &#8211; Centro de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal do Acre (UFAC). E administra o site&nbsp;<a href=\"http:\/\/geoeconomico.com.br\/\">geoeconomico.com.br<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p><em>[1]&nbsp;Tomas Pueyo &#8211; Coronavirus: The Hammer e the Dance &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2WjnPH0\">https:\/\/bit.ly\/2WjnPH0<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>[2]&nbsp;Quest\u00e3o regional da pandemia no extremo Oeste brasileiro &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2NtC4V5\">https:\/\/bit.ly\/2NtC4V5<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>[3]&nbsp;6 capitais que concentram 45% das mortes por Covid-19 flexibilizam quarentena; <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2Wn9I3t\">https:\/\/glo.bo\/2Wn9I3t<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>[4]&nbsp;Boletim Sesacre \u2013 13\/07\/2020 Boletim informativo di\u00e1rio situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da COVID-19 &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3h54OzV\">https:\/\/bit.ly\/3h54OzV<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>[5]&nbsp;Folha de S.&nbsp;Paulo &#8211; Cinco estados t\u00eam mais 90% dos leitos de UTI ocupados &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2XRkVuu\">https:\/\/bit.ly\/2XRkVuu<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Boletim Sesacre \u2013 13\/07\/2020 Boletim informativo di\u00e1rio situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da COVID-19 &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hgGBri\">https:\/\/bit.ly\/3hgGBri<\/a>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Data SUS &#8211; COVID-19 \u2013 Minist\u00e9rio da Sa\u00fade Insumos &#8211; <a href=\"https:\/\/covid.saude.gov.br\/\">https:\/\/covid.saude.gov.br\/<\/a>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; Cinco estados t\u00eam mais 90% dos leitos de UTI ocupados &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2XRkVuu\">https:\/\/bit.ly\/2XRkVuu<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>IBGE \u2013 Cidades \u2013 Rio Branco &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3caJcjA\">https:\/\/bit.ly\/3caJcjA<\/a>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) &#8211; <a href=\"https:\/\/covid19.healthdata.org\/brazil\/acre\">https:\/\/covid19.healthdata.org\/brazil\/acre<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Portal da Prefeitura de Rio Branco &#8211; Portal da Prefeitura de Rio Branco \u2013 Decretos e Not\u00edcias Corona v\u00edrus &#8211; <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3c8rP3d\">https:\/\/bit.ly\/3c8rP3d<\/a>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Confins, \u00ab&nbsp;Fatores associados a difus\u00e3o da epidemia de Covid-19&nbsp;\u00bb,&nbsp;Confins&nbsp;[Online], 46&nbsp;|&nbsp;2020, posto online no dia 05 julho 2020, consultado o 15 julho 2020. URL:&nbsp;<a href=\"http:\/\/journals.openedition.org\/confins\/31101\">http:\/\/journals.openedition.org\/confins\/31101<\/a><\/em>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o d\u00e9cimo oitavo texto da 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 13 e 17 de julho na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}