{"id":270,"date":"2020-08-25T02:22:52","date_gmt":"2020-08-25T02:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/08\/25\/especial-abcp-acoes-rio-janeiro-enfrentamento-2\/"},"modified":"2020-08-25T02:22:52","modified_gmt":"2020-08-25T02:22:52","slug":"especial-abcp-acoes-rio-janeiro-enfrentamento-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/especial-abcp-acoes-rio-janeiro-enfrentamento-2\/","title":{"rendered":"ESPECIAL ABCP: As a\u00e7\u00f5es do Rio de Janeiro no enfrentamento \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o sexto texto da 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 24\u00a0e 28\u00a0de agosto na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h4><em>Este \u00e9 o sexto texto da 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 24&nbsp;e 28&nbsp;de agosto na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler a an\u00e1lise sobre o Rio de Janeiro publicada na \u00faltima&nbsp;edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/13\/especial-abcp-acoes-rio-janeiro\/\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ter acesso a todas&nbsp;as an\u00e1lises publicadas nesta&nbsp;4\u00aa edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/projetos\/especial-abcp-4a-edicao-governos-estaduais-e-acoes\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<hr \/>\n<p><span><span><span><strong><span><span>COVID-19 no Estado do Rio: algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o \u201cnovo normal\u201d, a pandemia e seus \u00f3bitos<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Nome das autoras e institui\u00e7\u00f5es&nbsp;\u00e0s quais&nbsp;est\u00e3o&nbsp;vinculadas:&nbsp;Priscila Riscado (DGP\/IEAR\/UFF) e&nbsp;<span><span><span><span><span>Clara&nbsp;Faulhaber (ICICT\/Fiocruz)<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Titula\u00e7\u00e3o:&nbsp;<span><span><span><span><span>Doutorado\/ PPGCP UFF e Mestrado\/ PPCIS UERJ<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Regi\u00e3o:&nbsp;Sudeste<\/p>\n<p>Governador (Partido):&nbsp;Wilson&nbsp;Witzel (PSC)<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o:&nbsp;15,9 milh\u00f5es de&nbsp;habitantes&nbsp;(dados de 2019)<\/p>\n<p>N\u00famero de munic\u00edpios:<strong>&nbsp;<\/strong>92<\/p>\n<p>Casos confirmados em 22\/08\/2020:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>210.464<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos confirmados em 22\/08\/2020:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>15.267<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos em investiga\u00e7\u00e3o em 22\/08\/2020:&nbsp;<span><span><span><span><span>950<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>* Por:&nbsp;Priscila Riscado e&nbsp;<span><span><span><span><span>Clara&nbsp;Faulhaber<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O Estado do Rio come\u00e7a a p\u00f4r em pr\u00e1tica uma maior flexibiliza\u00e7\u00e3o, buscando entrar no chamado \u201cnovo normal\u201d, que passaria a existir nas regi\u00f5es p\u00f3s os surtos da pandemia de covid-19. A pandemia&nbsp;no estado do Rio de Janeiro apresentava, desde o dia 31 de julho, sinais de queda ou estabilidade em seus munic\u00edpios. Por\u00e9m, na semana de 20 de agosto, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes por covid-19 voltou a subir, se mantendo assim at\u00e9 23 de agosto (at\u00e9 o presente momento).&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O governo do estado publicou no dia 19 de agosto&nbsp;um decreto na edi\u00e7\u00e3o extra do Di\u00e1rio Oficial flexibilizando ainda mais as medidas de combate \u00e0&nbsp;covid. Nesse documento ficam estabelecidas&nbsp;normas para o retorno das aulas tanto no ensino privado, retornando dia 14 de setembro, quanto no ensino p\u00fablico estadual e institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, com o retorno previsto para o dia 5 de outubro. Esse retorno ocorrer\u00e1&nbsp;nas regi\u00f5es que permane\u00e7am em baixo risco (bandeira amarela) por um per\u00edodo n\u00e3o inferior a 02 (duas) semanas da data prevista para a respectiva retomada das atividades. As aulas est\u00e3o suspensas desde mar\u00e7o.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Outros munic\u00edpios como Niter\u00f3i ainda n\u00e3o decidiram por completo sobre o retorno das aulas. Segundo a prefeitura a decis\u00e3o ser\u00e1 tomada em conjunto com o Comit\u00ea Cient\u00edfico. A previs\u00e3o foi dada para o dia 14 de setembro para escolas privadas, mas sem previs\u00e3o para as escolas p\u00fablicas. Entre os munic\u00edpios da baixada fluminense, Nova Igua\u00e7u emitiu uma nota avisando que \u00e9 prov\u00e1vel que as aulas do ensino p\u00fablico municipal n\u00e3o retornem ainda esse ano. J\u00e1 em Duque de Caxias, as escolas devem reabrir nas datas definidas pelo decreto do governo.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella publicou tamb\u00e9m um decreto de retorno \u00e0s aulas de forma volunt\u00e1ria para o dia 03 de agosto, em regi\u00f5es do munic\u00edpio que estariam na chamda \u201cbandeira amarela\u201d. Por\u00e9m, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em car\u00e1ter liminar, conseguiu a suspens\u00e3o do decreto, argumentando que ainda \u00e9 um risco para o coletivo o retorno das aulas.&nbsp;O Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Defensoria P\u00fablica&nbsp; entraram com uma liminar para suspender o decreto, alegando com base para esta decis\u00e3o <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span>estudo<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span> realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) que definia como prematuro o retorno \u00e0s aulas neste momento. Esta liminar foi negada pela Justi\u00e7a, com a justificativa de que a prefeitura estaria adotando todas as medidas de seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;pandemia no munic\u00edpio.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Al\u00e9m do retorno \u00e0s aulas, o decreto estadual do dia 20 tamb\u00e9m autoriza o retorno de atividades culturais como cinemas e teatros, em ambos os casos, em regi\u00f5es onde \u00e9 considerado&nbsp;baixo o risco de contamina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ser\u00e3o retornados os transportes de detentos para audi\u00eancias e seguem mantidas as restri\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de eventos com a presen\u00e7a de p\u00fablico (como eventos esportivos, shows, feiras, eventos cient\u00edficos, com\u00edcios, passeatas), al\u00e9m da perman\u00eancia em praias, lagoas, rios e piscinas p\u00fablicas. O uso da m\u00e1scara continua obrigat\u00f3rio em espa\u00e7os p\u00fablicos, transportes p\u00fablicos, estabelecimentos comerciais e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas estaduais&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O governo do estado tamb\u00e9m anunciou o fim tempor\u00e1rio dos hospitais de campanha em duas etapas: primeiro os hospitais de Duque de Caxias, Nova Igua\u00e7u e Nova Friburgo, e por \u00faltimo o do Maracan\u00e3 (zona norte da capital fluminense) e o de S\u00e3o Gon\u00e7alo (regi\u00e3o metropolitana). Ambos os hospitais est\u00e3o envolvidos nas den\u00fancias de desvios de recursos e fraudes em processos de licita\u00e7\u00e3o para compra de equipamentos e insumos destinados ao combate \u00e0 covid-19 no Rio de Janeiro. Por\u00e9m, nesses casos, a Justi\u00e7a do Rio de Janeiro obrigou a Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES-RJ) a manter os hospitais de campanha abertos.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><strong><span><span>E o \u201cnovo normal\u201d avan\u00e7a tamb\u00e9m na capital<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com rela\u00e7\u00e3o ao munic\u00edpio do Rio, o prefeito Marcelo Crivella comunicou em 16 de agosto o adiamento por mais de 15 dias da chamada fase 6 do plano flexibiliza\u00e7\u00e3o, mantendo teatros e cinemas fechados, mas autorizando eventos corporativos e a reabertura dos pontos tur\u00edsticos na cidade. Somado a isso, a prefeitura ainda divulgou um cronograma para fechar os hospitais de campanha e anunciou o retorno de linhas de \u00f4nibus que haviam sido paralisadas devido \u00e0&nbsp;pandemia.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Entre os planos de flexibiliza\u00e7\u00e3o da prefeitura, a reabertura das praias \u00e9 sempre o mais debatido \u2013 e provavelmente o mais pol\u00eamico. Na fase 5 &#8211; em curso na cidade -, o banho de mar foi liberado, mas a estada na areia e o uso de caixas t\u00e9rmicas est\u00e3o&nbsp;proibidos. No in\u00edcio desse m\u00eas de agosto foi elaborado um plano para a perman\u00eancia dos banhistas nas praias. Este consiste na divis\u00e3o das faixas de areia em quadras, marcadas por fitas, comportando at\u00e9 quatro&nbsp;pessoas para manter o distanciamento social. O seu \u201cquadrado\u201d poder\u00e1 ser reservado por meio de um aplicativo. Os primeiros testes&nbsp;ser\u00e3o realizados na praia de Copacabana.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Al\u00e9m dos planos de flexibiliza\u00e7\u00e3o, a prefeitura assinou um termo de coopera\u00e7\u00e3o com uma empresa norte-americana de biotecnologia para que a cidade participe de pesquisas e ensaios cl\u00ednicos para o desenvolvimento de medicamentos usados no tratamento da covid-19. Para os testes iniciarem ainda \u00e9 preciso que o rem\u00e9dio seja aprovado pela Anvisa (Ag\u00eancia de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) e pelo Comit\u00ea&nbsp;de \u00c9tica e Pesquisa da Secretaria Municipal de Sa\u00fade.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>De forma geral, tanto o Estado quanto o munic\u00edpio do Rio t\u00eam dado continuidade aos planos de flexibiliza\u00e7\u00e3o (como a retomada das atividades comerciais, da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e agora culturais), mesmo com os estudos contr\u00e1rios \u00e0&nbsp;reabertura e ao retorno \u00e0s aulas. Nos \u00faltimos 20 dias &#8211; como j\u00e1 foi afirmado nesse artigo &#8211; houve redu\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes por covid-19 no estado. O \u00faltimo pico foi na semana do dia 31 de julho, segundo os dados divulgados com 118 mortes por dia. Todavia, na quinta-feira, dia 20 de agosto, observou-se um aumento de 11,6%, com uma m\u00e9dia de 94 mortes por dia. Na capital tamb\u00e9m ocorreu um aumento de 33%, 52 mortes por dia, comparado a duas semanas atr\u00e1s. A prefeitura justificou esse aumento baseado na mudan\u00e7a de um crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u2013 absolvendo assim de qualquer poss\u00edvel cr\u00edtica o processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o em curso na capital.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O&nbsp; Rio de Janeiro apresenta um quadro com a marca de mais de 15 mil casos de covid-19. At\u00e9 o presente momento (22\/08\/2020) foram registrados <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span><span>210.464 <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span>mil pessoas infectadas com o coronav\u00edrus e <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span><span>15.267<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span> mortes. Nas \u00faltimas 24 horas foram confirmados <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span><span>3.428 <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span>novos casos e 67 \u00f3bitos. Os munic\u00edpios com o maior n\u00famero de mortes depois da capital s\u00e3o: 1) S\u00e3o Gon\u00e7alo (638), 2) Duque de Caxias (632) e 3) Nova Igua\u00e7u (495).&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><strong><span><span>Covid-19 e o \u201cvelho normal\u201d no Rio<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>No munic\u00edpio do Rio, um <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span>estudo<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span> realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) aponta que a infec\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus mata mais na periferia do que em bairros nobres da cidade. Na metodologia do trabalho foram consideradas as diferen\u00e7as demogr\u00e1ficas de cada bairro, como a idade, uso de dados sobre renda, n\u00edvel educacional baseados no censo de 2010, al\u00e9m da subnotifica\u00e7\u00e3o. Os bairros foram separados em cinco grupos de acordo com o \u00cdndice de Desenvolvimento Social (IDS).&nbsp;Segundo o estudo, o espalhamento da doen\u00e7a ocorreu de regi\u00f5es mais para as menos desenvolvidas. Isso ocorreu nas primeiras quinzenas da pandemia. Somadas&nbsp;a isso, as estat\u00edsticas oficiais apontam que o coronav\u00edrus n\u00e3o avan\u00e7ou pelo munic\u00edpio do Rio de maneira uniforme.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Portanto, o estudo aponta &#8211; a partir de in\u00fameros indicadores &#8211; que as taxas de \u00f3bitos s\u00e3o pr\u00f3ximas em quase todos os grupos de bairros, exceto os bairros considerados mais desenvolvidos. Segundo a pesquisa, isto pode estar ligado a uma s\u00e9rie de fatores, tais como: maior&nbsp;exposi\u00e7\u00e3o ao risco da popula\u00e7\u00e3o que mora nessas \u00e1reas menos desenvolvidas; o menor acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, menor testagem da popula\u00e7\u00e3o que mora&nbsp;nessas \u00e1reas comparada&nbsp;\u00e0s pessoas que residem em \u00e1reas com maior IDS, e por \u00faltimo levar em conta a estrutura territorial e socioecon\u00f4mica do munic\u00edpio.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span><span><span><span><span><span><span> <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Essa pesquisa refor\u00e7a&nbsp;\u2013 inclusive os n\u00fameros apresentados no \u00faltimo artigo desta s\u00e9rie \u2013 o cen\u00e1rio de desigualdade j\u00e1 existente conhecido no estado, mostrando como as \u00e1reas mais pobres da capital s\u00e3o as mais afetadas pelo coronav\u00edrus. Nota-se assim que a pandemia da&nbsp;covid-19 tem um impacto significativo n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea de sa\u00fade p\u00fablica, mas&nbsp;na \u00e1rea social do munic\u00edpio \u2013 e do estado \u2013 como um todo. O novo normal nos parece assim uma foto ampliada de uma velha realidade, j\u00e1 conhecida h\u00e1&nbsp;d\u00e9cadas por n\u00f3s \u2013 e que de novo n\u00e3o nos traz nada.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o sexto texto da 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 24\u00a0e 28\u00a0de agosto na p\u00e1gina da ABCP. 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