{"id":314,"date":"2021-02-11T01:02:41","date_gmt":"2021-02-11T01:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2021\/02\/11\/especial-abcp-acoes-rio-grande-norte-enfrentamento-3\/"},"modified":"2021-02-11T01:02:41","modified_gmt":"2021-02-11T01:02:41","slug":"especial-abcp-acoes-rio-grande-norte-enfrentamento-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/especial-abcp-acoes-rio-grande-norte-enfrentamento-3\/","title":{"rendered":"ESPECIAL ABCP: As a\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Norte no enfrentamento \u00e0 pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o d\u00e9cimo s\u00e9timo texto da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h4><em>Este \u00e9 o d\u00e9cimo s\u00e9timo texto&nbsp;da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ler a an\u00e1lise sobre o Rio Grande do Norte publicada na \u00faltima&nbsp;edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/16\/especial-abcp-acoes-rio-grande-norte-enfrentamento\/\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<h4><em>Para ter acesso a todas&nbsp;as an\u00e1lises publicadas nesta 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/projetos\/especial-abcp-5a-edicao-governos-estaduais-e-acoes\">aqui<\/a>!<\/em><\/h4>\n<hr \/>\n<p><span><span><span><strong><span><span>Uma poss\u00edvel porta da esperan\u00e7a? Vacina\u00e7\u00e3o e pandemia no Rio Grande do Norte<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Nome da&nbsp;autora&nbsp;e institui\u00e7\u00e3o a que est\u00e1&nbsp;vinculada: Sandra Gomes (Departamento de Pol\u00edticas P\u00fablicas \u2013 UFRN)<\/p>\n<p>Titula\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;autora: Doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica<\/p>\n<p>Regi\u00e3o: Nordeste<\/p>\n<p>Governador (Partido):&nbsp;F\u00e1tima Bezerra (PT)<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o:&nbsp;3.506.853 (est. 2019)<\/p>\n<p>N\u00famero de munic\u00edpios:&nbsp;167<\/p>\n<p>Casos confirmados em 31\/01\/2021:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>140.704<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos confirmados em 31\/01\/2021:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>3.288<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Casos por 100 mil hab.:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>4.012, 3<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00d3bitos por 100 mil hab.:&nbsp;<span><span><span><span><span><span>93,76<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Data de in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o:&nbsp;19 de janeiro<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/portalcovid19.saude.rn.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/PLANO_VACINA_RN-versaopreliminar.pdf\">Acesse aqui o&nbsp;Plano de vacina\u00e7\u00e3o do estado<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>* Por:&nbsp;Sandra Gomes<\/strong><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>A situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica do Rio Grande do Norte manteve a tend\u00eancia de queda em casos e \u00f3bitos por covid at\u00e9 novembro de 2020 como especulado no \u00faltimo <a href=\"https:\/\/tmp.cienciapolitica.org.br\/2020\/07\/16\/especial-abcp-acoes-rio-grande-norte-enfrentamento\/\">Boletim da ABCP publicado em agosto passado<\/a>. A melhora desse cen\u00e1rio, at\u00e9 aquele momento, motivou a implementa\u00e7\u00e3o de todas as fases do plano de reabertura controlada das atividades econ\u00f4micas, completado ao final de outubro por meio de decretos da governadora.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Como se pode observar na Figura 1, o n\u00edvel de normatiza\u00e7\u00e3o pelo governo do Estado do RN, em termos de medidas para o isolamento social, cai progressivamente entre final de julho e outubro. De um elevado n\u00edvel de medidas restritivas tomadas, especialmente entre mar\u00e7o e abril (escore 7,5 na metodologia adotada por Moraes, 2020 na Figura 1) &#8211; momento em que v\u00e1rias atividades foram suspensas -, chega-se, ao final de outubro, a um reduzido \u00edndice de 1,7.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Fonte: Moraes (2020)\" data-caption=\"&lt;strong&gt;Figura 1. \u00cdndice de medidas legais de distanciamento social. Governo do Estado do Rio Grande do Norte, mar\u00e7o de 2020 a janeiro de 2021&lt;\/strong&gt;&lt;br \/&gt;\n&lt;br \/&gt;\nFonte: Moraes (2020)\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"ecf03208-7fca-488d-a194-8c71110349bf\" height=\"519\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/rn-1_0.png\" width=\"832\" \/><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>De fato, observa-se que o cen\u00e1rio de progressiva melhora nos indicadores de casos, \u00f3bitos, ocupa\u00e7\u00e3o de leitos cr\u00edticos de UTI, dentre outros, motiva o comit\u00ea cient\u00edfico do Estado do RN a sugerir a ado\u00e7\u00e3o progressiva das fases de reabertura econ\u00f4mica, ainda que tenha havido algumas idas e vindas iniciais na medida em que havia d\u00favidas sobre se as sinaliza\u00e7\u00f5es de queda se confirmariam ou n\u00e3o. J\u00e1 em 13 de julho, a governadora vai emitindo os primeiros decretos com flexibiliza\u00e7\u00f5es de lojas, eventos e restaurantes, por\u00e9m com protocolos sanit\u00e1rios r\u00edgidos e espec\u00edficos naquilo que o governo chamaria de \u201cretomada gradual respons\u00e1vel das atividades econ\u00f4micas\u201d. <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>No in\u00edcio de agosto, as situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas eram prevalentes nas cidades de interior e de menor porte populacional (especialmente nas regi\u00f5es do Vale do A\u00e7u e do Serid\u00f3), isto \u00e9, o arrefecimento no ritmo de contamina\u00e7\u00f5es nas cidades maiores explica, em boa parte, a melhora nos \u00edndices sanit\u00e1rios do Estado como um todo, ocultando focos problem\u00e1ticos em determinadas localidades. Ainda em agosto, representantes de escolas privadas e de pais de alunos pedem audi\u00eancia com comit\u00ea cient\u00edfico estadual para protocolos de volta \u00e0s aulas, mas o comit\u00ea emite parecer entendendo que ainda n\u00e3o era poss\u00edvel. Nesse mesmo m\u00eas, v\u00e1rios representantes de associa\u00e7\u00f5es ligados ao setor tur\u00edstico e de eventos do Estado do RN apresentam seu plano de retomada ao comit\u00ea, que sugere v\u00e1rias adequa\u00e7\u00f5es, e \u00e9 aprovado. Outras associa\u00e7\u00f5es de classe j\u00e1 tinham, antes disto, colaborado para a elabora\u00e7\u00e3o do plano de retomada econ\u00f4mica como detalhamos em Boletins anteriores publicados pela ABCP.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Mas \u00e9 o decreto estadual de 26 de outubro de 2020 que, na pr\u00e1tica, acaba por revogar todas as normatiza\u00e7\u00f5es restritivas anteriores, o que explica, assim, o \u00edndice de regulamenta\u00e7\u00e3o de medidas de isolamento social ter ca\u00eddo para 1,7, o menor desde o in\u00edcio da pandemia. Esse fato se reflete no aumento da circula\u00e7\u00e3o de pessoas, especialmente para o trabalho, e estava ancorado na melhora dos indicadores sanit\u00e1rios e de uma grande press\u00e3o de diversos segmentos econ\u00f4micos da necessidade de retorno de suas atividades assim como de financiamento do pr\u00f3prio poder p\u00fablico por meio da arrecada\u00e7\u00e3o fiscal.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com efeito, naquele momento, a epidemia parecia estar arrefecendo no RN como se observa nos Gr\u00e1ficos 1 e 2, que descrevem a m\u00e9dia m\u00f3vel de 15 dias para os casos e \u00f3bitos por covid no Estado.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"d\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"2c1d5aa5-0c62-4a94-b457-aed3ea52eb25\" height=\"406\" src=\"\/sites\/default\/files\/imagens\/wysiwyg\/rn-2.png\" width=\"872\" \/><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>A m\u00e9dia m\u00f3vel de novos casos (gr\u00e1fico 1) tem queda a partir de in\u00edcio de julho assim como a de \u00f3bitos (gr\u00e1fico 2), por\u00e9m, ao final do mesmo m\u00eas, dado o intervalo usual entre contamina\u00e7\u00e3o, agravamento e falecimento. O que n\u00e3o era esperado, por\u00e9m, \u00e9 que se come\u00e7asse a observar novo crescimento: a partir de outubro o n\u00famero de casos confirmados de covid volta a crescer e, ao final de novembro, isto se reflete na eleva\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos. Como em outros locais no Brasil, n\u00e3o se verificou no caso do RN uma situa\u00e7\u00e3o de plat\u00f4 que pudesse sugerir o fim de uma primeira onda e o in\u00edcio de uma segunda onda. Isto \u00e9, apesar da queda observada no per\u00edodo, n\u00e3o se atingiu uma situa\u00e7\u00e3o de absoluto controle da pandemia no Estado em momento algum.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>O que teria alterado essa tend\u00eancia de queda \u00e9, obviamente, uma quest\u00e3o em aberto. As raz\u00f5es aventadas v\u00e3o desde a pr\u00f3pria retomada das atividades econ\u00f4micas no Estado e, como consequ\u00eancia, a maior circula\u00e7\u00e3o de pessoas, aglomera\u00e7\u00f5es (transporte p\u00fablico, por exemplo) com poss\u00edveis efeitos na sensa\u00e7\u00e3o de \u201cvolta \u00e0 normalidade\u201d por parte da popula\u00e7\u00e3o assim como uma completa ignor\u00e2ncia das regras de seguran\u00e7a sanit\u00e1rias como distanciamento m\u00ednimo e, em especial, o uso de m\u00e1scaras. N\u00e3o se descartam, ainda, as aglomera\u00e7\u00f5es que teriam sido geradas nas campanhas eleitorais de outubro, e, mais recentemente, a nova variante do v\u00edrus que circula no Brasil ao menos desde dezembro, as aglomera\u00e7\u00f5es vistas no RN nas festas de Natal e Ano Novo (com repercuss\u00e3o nas m\u00eddias nacionais como nos casos de Pipa e S\u00e3o Miguel do Gostoso), dentre outros fatores. Por\u00e9m, as an\u00e1lises temporais dos dados de volta de crescimento dos casos ao final de setembro e in\u00edcio de outubro permitem especular que possa haver sim uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre a implementa\u00e7\u00e3o das fases constantes do plano de retomada das atividades econ\u00f4micas do RN e a piora nos indicadores sanit\u00e1rios.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>A an\u00e1lise do comit\u00ea cient\u00edfico do RN em 9 de setembro (Recomenda\u00e7\u00e3o 18\/2020) mostra que a expectativa, com base nos dados daquele momento, era de constante queda at\u00e9 final do ano, o que, de fato, n\u00e3o ocorreu. O monitoramento regular da situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria pelo comit\u00ea foi fundamental para identificar essa mudan\u00e7a de padr\u00e3o que, obviamente, n\u00e3o poderia ser prevista apenas por modelos matem\u00e1ticos. Em 1\u00ba de dezembro, o comit\u00ea chega a fazer uma recomenda\u00e7\u00e3o para que se volte a regular algumas atividades n\u00e3o essenciais, mas n\u00e3o h\u00e1 registro de decretos da governadora nesse sentido.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s campanhas eleitorais, tamb\u00e9m n\u00e3o se tem claro se estas podem ter tido um impacto no aumento da contamina\u00e7\u00e3o. Com um elevado n\u00edvel de absten\u00e7\u00e3o eleitoral na capital (Natal) &#8211; de mais de 28% &#8211; e com o aumento das campanhas por meio virtual, n\u00e3o se tem evid\u00eancias no momento de que possam ser um fator explicativo ou, alternativamente, um fator complementar ao crescimento de casos a partir de setembro e outubro. Por certo, houve casos de candidatos diagnosticados com covid logo ap\u00f3s as campanhas eleitorais amplamente divulgados na m\u00eddia local.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Com rela\u00e7\u00e3o aos resultados eleitorais, destaca-se a reelei\u00e7\u00e3o do prefeito da capital, \u00c1lvaro Dias (PSDB), j\u00e1 no primeiro turno com 57% dos votos, bem distante do segundo colocado, Senador Jean, do PT, que alcan\u00e7a 14% dos votos v\u00e1lidos. O prefeito conseguiu manter a sua boa avalia\u00e7\u00e3o geral e, em certa medida, pode ter sido beneficiado pelas decis\u00f5es mais duras tomadas pelo governo do RN no que se refere ao controle da pandemia como j\u00e1 argumentamos em textos anteriores. De qualquer modo, o prefeito de Natal \u00e9 uma figura que se coloca como contraposto pol\u00edtico ao governo do Estado e a troca de farpas permanece sendo frequente e comum de ambas as partes. Essa posi\u00e7\u00e3o antag\u00f4nica em termos pol\u00edticos parece continuar a agradar o eleitorado mais \u00e0 direita do munic\u00edpio de Natal, que tem assim se revelado desde as elei\u00e7\u00f5es gerais de 2018, beneficiando o candidato do PSDB. Por outro lado, tem-se uma importante renova\u00e7\u00e3o no caso da Prefeitura de Mossor\u00f3 com a derrota do candidato da tradicional fam\u00edlia Rosado. Para uma an\u00e1lise detalhada e interessante dessas duas elei\u00e7\u00f5es, sugiro ao leitor ver Lacerda (2020).<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>Em termos de gest\u00e3o para a vacina\u00e7\u00e3o, a Secretaria de Sa\u00fade do RN apresenta uma primeira vers\u00e3o de seu plano de vacina\u00e7\u00e3o em 18 de dezembro, imediatamente ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Inicia-se uma r\u00e1pida organiza\u00e7\u00e3o da rede de vacina\u00e7\u00e3o no Estado, com capacita\u00e7\u00e3o de profissionais (em conjunto com a Fiocruz), adapta\u00e7\u00e3o e informatiza\u00e7\u00e3o das salas de vacina, cria\u00e7\u00e3o de um cadastro pr\u00f3prio (RN Mais Vacina) da popula\u00e7\u00e3o, acess\u00edvel pela internet e implantado em todos os 167 munic\u00edpios do Estado em um sistema integrado entre Estado e munic\u00edpios assim como com os sistemas nacionais do SUS. Ainda em dezembro, a Secretaria de Sa\u00fade do RN anuncia que tinha uma rede de frios capaz de receber as vacinas da Pfizer &#8211; que exigem conserva\u00e7\u00e3o em temperaturas bastante baixas -, por conta de equipamentos existentes nos hospitais e laborat\u00f3rios das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas superiores de ensino em diversos locais do Estado. Por\u00e9m, como \u00e9 sabido, n\u00e3o foram negociadas compras desta vacina pelo Brasil. De todo modo, isso mostra uma r\u00e1pida capacidade de mapeamento das condi\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o no Estado, inclusive de seus pontos fr\u00e1geis e necessidades de readequa\u00e7\u00f5es, que embasou o planejamento da vacina\u00e7\u00e3o com bastante rapidez pela gest\u00e3o p\u00fablica.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>No momento atual, foram vacinados cerca de 43 mil potiguares sendo que, nesta primeira fase, as prioridades s\u00e3o os profissionais de sa\u00fade, idosos e trabalhadores em institui\u00e7\u00f5es de longa perman\u00eancia, que seguem tamb\u00e9m crit\u00e9rios de prioridade enquanto n\u00e3o h\u00e1 doses suficientes para atender toda a popula\u00e7\u00e3o mesmo entre os segmentos priorit\u00e1rios. A governadora se posicionou, publicamente, em defesa de que professores e profissionais da educa\u00e7\u00e3o estejam em ordem de prioridade nas fases seguintes, uma demanda que parece estar na ordem do dia tendo em vista a crescente press\u00e3o por volta a aulas presenciais em diversas partes do pa\u00eds.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><span><span><span>A t\u00e9cnica de enfermagem Maria das Gra\u00e7as de Oliveira, h\u00e1 35 anos trabalhadora do SUS, foi a primeira vacinada no RN em 19 de janeiro, um ato simb\u00f3lico que, como em muitos outros lugares do Brasil e do mundo, produziu grande emo\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o e uma certa volta de esperan\u00e7a no futuro que, h\u00e1 tempos, n\u00e3o v\u00edamos. O desejo coletivo \u00e9 claro: \u201cvacina para todos\u201d. A ver.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><span><strong><span><span>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><em><span><span><span><span><span><span>[1] Lacerda, Alan. Elei\u00e7\u00f5es potiguares: calmaria em Natal e o decl\u00ednio dos Rosado em Mossor\u00f3. Observat\u00f3rio das Elei\u00e7\u00f5es, 2020. <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/observatorio-das-eleicoes\/2020\/12\/03\/eleicoes-potiguares-calmaria-em-natal-e-o-declinio-dos-rosado-em-mossoro.htm\"><span><span><span><span><span><span><span><span>https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/observatorio-das-eleicoes\/2020\/12\/03\/eleicoes-potiguares-calmaria-em-natal-e-o-declinio-dos-rosado-em-mossoro.htm<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span><span><span><span><span><span>&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span><span><span><span><span><span>[2] Moraes, RF de. \u00cdndice de medidas legais de distanciamento social. Ipea; 2020<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o d\u00e9cimo s\u00e9timo texto da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do especial &#8220;Os governos estaduais e as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia no Brasil&#8221;, publicado entre os dias 8 e 12 de fevereiro na p\u00e1gina da ABCP. Acompanhe!<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}