{"id":3774,"date":"2026-06-17T17:30:00","date_gmt":"2026-06-17T17:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/?p=3774"},"modified":"2026-06-18T18:16:59","modified_gmt":"2026-06-18T18:16:59","slug":"projeto-mulheres-na-ciencia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/projeto-mulheres-na-ciencia-politica\/","title":{"rendered":"Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Projeto<\/h2>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica (ABCP) tem um compromisso hist\u00f3rico com a compreens\u00e3o e o aprimoramento da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. \u00c9 neste sentido que, no momento atual, se volta para as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e analisa as diferentes formas como essas rela\u00e7\u00f5es estruturam os contornos do nosso campo disciplinar e o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Nosso objetivo com esse projeto \u00e9 duplo. Por um lado, buscamos dar continuidade a esfor\u00e7os das diretorias que nos precederam no sentido de resgatar nossa mem\u00f3ria institucional. Por outro lado, queremos evidenciar a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres na constru\u00e7\u00e3o dos alicerces de nossa disciplina, algo nem sempre devidamente considerado.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><br>O Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica se iniciou em 2018. Uma de suas frentes, desenvolvida ao longo de 2019, foi a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas com mulheres que atuam na \u00e1rea. S\u00e3o mulheres de diferentes gera\u00e7\u00f5es e regi\u00f5es do pa\u00eds, cujas trajet\u00f3rias denotam forte compromisso com a constru\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica, por meio das atividades de pesquisa, de ensino e do desempenho de fun\u00e7\u00f5es administrativas em diferentes \u00e2mbitos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><br>Ao todo, foram 30 entrevistas, que agora tornamos p\u00fablicas. Contamos com o trabalho e apoio qualificado de 23 entrevistadoras, tamb\u00e9m da \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, com afinidades te\u00f3ricas e, em muitos casos, parcerias e proximidade afetiva com as entrevistadas. A todas elas, entrevistadas e entrevistadoras, agradecemos por terem aceitado fazer parte desse projeto, por sua seriedade, compromisso e afabilidade em todo o processo. Nos encontros que resultaram nas entrevistas aqui reunidas, a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e a afetividade estiveram entrela\u00e7adas. Para nossa Diretoria, essa dimens\u00e3o do projeto foi algo muito valioso, visto encarnar nossa aposta em uma forma de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento que seja ao mesmo tempo rigorosa e solid\u00e1ria, onde o cuidado de si e o cuidado do outro n\u00e3o sejam contrapostos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o intelectual, mas seu ingrediente inelud\u00edvel.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Vemos essas entrevistas como um momento inicial dos esfor\u00e7os da ABCP para reconhecer a relev\u00e2ncia das cientistas mulheres e melhor entender quem s\u00e3o, suas trajet\u00f3rias e se, e como, o fato de serem mulheres toca seu desenvolvimento acad\u00eamico e profissional. Esperamos que outros esfor\u00e7os se somem a esses e mais trajet\u00f3rias possam ser conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><br>Para al\u00e9m da visibilidade, nosso objetivo \u00e9 contribuir para a reflex\u00e3o sobre rela\u00e7\u00f5es de poder no pr\u00f3prio campo. As entrevistas, assim como o livro Mulheres, poder e Ci\u00eancia Pol\u00edtica, organizado pelas coordenadoras do projeto e que ser\u00e1 publicado pela Editora da Unicamp no ano de 2020, oferecem diferentes tipos de dados e experi\u00eancias narradas que permitem identificar vieses e problemas que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><br>Iniciamos esta breve apresenta\u00e7\u00e3o mencionando o compromisso da ABCP com a compreens\u00e3o e aprimoramento da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. Gostar\u00edamos de finalizar o texto ressaltando que nosso entendimento \u00e9 que isso envolve a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais igualit\u00e1rias e democr\u00e1ticas, dentro e fora da academia e da disciplina. H\u00e1 muitos desafios para a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e, tamb\u00e9m, para a reinven\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, de modo que viol\u00eancia, ass\u00e9dio e a reprodu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas formais e informais que significam desvantagens para as mulheres sejam superadas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:15px\"><br><em>Fl\u00e1via Biroli<\/em> (presidente ABCP)<br><em>Fernando Guarnieri <\/em>(secret\u00e1rio executivo)<br><em>Luciana Tatagiba<\/em> (secretaria adjunta)<br>Diretoria ABCP 2018-2020<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-e0e943676d144042fab15892f5e55d55\">&#8212;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nota da Comiss\u00e3o Executiva<\/h2>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">O Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica traz a p\u00fablico trajet\u00f3rias profissionais femininas que marcaram a constitui\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o desse campo disciplinar no Brasil. Ao longo dos anos de 2018 e 2019, ele promoveu a entrevista de 30 cientistas pol\u00edticas brasileiras de diferentes gera\u00e7\u00f5es, regi\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es. Temos clareza de que se trata de um conjunto muito reduzido de profissionais de uma \u00e1rea cujos esfor\u00e7os de estabelecimento e expans\u00e3o foram significativamente femininos.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Com inten\u00e7\u00e3o apenas explorat\u00f3ria \u2013 que poder\u00e1 ser ampliada e aprimorada no futuro \u2013 o projeto contemplou mulheres que iniciaram sua forma\u00e7\u00e3o em fins dos anos 60 e 70 e empreenderam as primeiras a\u00e7\u00f5es de institucionaliza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no pa\u00eds, mulheres que participaram ativamente do processo de consolida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica nas d\u00e9cadas seguintes e, por fim, mulheres que atuaram na expans\u00e3o experimentada pela \u00e1rea no Brasil, notadamente nos anos 2000, com a cria\u00e7\u00e3o de novos programas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o pelo territ\u00f3rio nacional.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Nessa empreitada, contamos com uma equipe de 23 colegas entrevistadoras que tinham ou tiveram alguma rela\u00e7\u00e3o pr\u00e9via com as entrevistadas, seja de orienta\u00e7\u00e3o, vida profissional em comum, e\/ ou afinidade e admira\u00e7\u00e3o intelectual. A elas agradecemos a generosa disponibilidade e tamb\u00e9m o entusiasmo com que acolheram o projeto. A partir de um roteiro semiestruturado proposto pelas organizadoras deste projeto ap\u00f3s debate amplo, as entrevistadoras atuaram com liberdade e acrescentaram suas pr\u00f3prias quest\u00f5es \u00e0s entrevistadas, ao sabor do pr\u00f3prio curso das entrevistas e tamb\u00e9m de suas cumplicidades com as entrevistadas. O material farto que resultou desse empreendimento coletivo tem tra\u00e7os comuns que permitem estabelecer compara\u00e7\u00f5es entre as entrevistas, mas tem tamb\u00e9m marcas das intera\u00e7\u00f5es muito particulares entre entrevistadas e entrevistadoras. Na organiza\u00e7\u00e3o do material, al\u00e9m de pequenos textos livres de auto-apresenta\u00e7\u00e3o das entrevistadas, inclu\u00edmos tamb\u00e9m trechos em que as entrevistadoras comentam sua experi\u00eancia de entrevista e, assim, dividem com o leitor elementos para que possam compreender seu contexto de intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><br>Evidentemente, as entrevistas n\u00e3o esgotaram a pluralidade das trajet\u00f3rias das mulheres part\u00edcipes da constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da \u00e1rea no pa\u00eds e deixaram de fora centenas delas. Entretanto, a preocupa\u00e7\u00e3o em contemplar diferentes gera\u00e7\u00f5es, regi\u00f5es e filia\u00e7\u00f5es institucionais gerou um corpus discursivo multifacetado, rico e suscet\u00edvel a diferentes perguntas de pesquisa e interpela\u00e7\u00f5es anal\u00edticas. A expectativa \u00e9 de que esse material inspire outras iniciativas que ampliem nosso conhecimento sobre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica, a presen\u00e7a das mulheres e outros marcadores de desigualdade que fizeram e fazem parte da constru\u00e7\u00e3o desse campo disciplinar no pa\u00eds.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:15px\"><br><em>Carla Almeida<\/em><br><em>Cristina Buarque de Hollanda<\/em><br>Comiss\u00e3o Executiva do Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-e0e943676d144042fab15892f5e55d55\">&#8212;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entrevistas<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ba88e0ecd4708ca8f16a26a382e81f1c\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/01_Argelina_Figueiredo.pdf\">Argelina Figueiredo (UERJ), por San Romanelli Assump\u00e7\u00e3o (UERJ) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a740e78e0368c637ddd4c4791ae4bb02\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02_Celi_Pinto.pdf\">C\u00e9li Pinto (UFRGS), por Luciana Ballestrin (UFPel) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3c80fd9c15ba07387d9c134393511086\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/03_Celina_Souza.pdf\">Celina Souza (UNIRIO), por Maria Abreu (UFRJ) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d96cf0c1fca68b6a49e454f1e6411eb0\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/04_Cristina-Pacheco.pdf\">Cristina Carvalho Pacheco (UEPB), por Lizandra Serafim (UFPB) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"5\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d80e142aef802931c64cff9894350a01\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/05_Denise-Paiva-1.pdf\">Denise Paiva (UFG), por Fabiana da Cunha Saddi (UFG) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"6\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-43222e104100f074712ce2865cc95b1d\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/06_Eliane_Superti.pdf\">Eliane Superti (UNIFAP), por Camila Maria Risso Sales (UFLA)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"7\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f87d08a663e065cb098672e8a485d086\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/07_Evelina_Dagnino.pdf\">Evelina Dagnino (UNICAMP), por Fl\u00e1via Cristina Regilio Rossi (Unicamp)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"8\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8da039d549034229c108f39e626997e6\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/08_Gabriela_Tarouco.pdf\">Gabriela Tarouco (UFPE), por Monique Menezes (UFPI) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"9\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-37c74079c41425a4d29b18a75e3de35d\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/09_Ligia_Luchmann.pdf\">L\u00edgia Helena Hahn L\u00fcchmann (UFSC), por Carla Ayres (Pesquisadora Independente)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"10\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-839fff8ff60d88809d7d101e5ed1cc37\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/10_Lindijane_Almeida.pdf\">Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN), por Ol\u00edvia Cristina Perez (UFPI) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"11\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d0010749eeeac94e050945e585d374dd\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11_Lourdes_Sola.pdf\">Lourdes Sola (USP), por San Romanelli Assump\u00e7\u00e3o (UERJ)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"12\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c195c0355f2e63550c6ba6c1de4a53e9\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/12_Luciana_Aliaga.pdf\">Luciana Aliaga (UFPB), por Lizandra Serafim (UFPB) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"13\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e985d92087f23272ed419fb75783efe8\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/13_Maria_Herminia_Tavares.pdf\">Maria Herm\u00ednia Tavares de Almeida (USP), por Vanessa Elias de Oliveira (UFABC) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"14\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-51ef04696c96c93d78a809bb1d6926bf\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/14_Maria_Luzia_Alvares.pdf\">Maria Luzia \u00c1lvares (UFPA), por Maria Dolores L. da Silva (UFPA)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"15\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-856da9ab088b51515b9864b17332e6ce\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/15_Maria_Regina_Soares.pdf\">Maria Regina Soares de Lima (UERJ), por Let\u00edcia Pinheiro (UERJ) e Carlos Milani (UERJ) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"16\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-71b647634cf091d80f13b7bb8fe4a54f\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/16_Maria_Teresa_Kerbauy.pdf\">Maria Teresa Miceli Kerbauy (UNESP), por Carla Ayres (Pesquisadora Independente) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"17\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5ae0d1d10c655ada4f55ee80da9de908\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/17_Maria_Teresa_Sadek.pdf\">Maria Teresa Sadek (USP), por San Romanelli Assump\u00e7\u00e3o (UERJ) e Glenda Mezarobba (Pesquisadora Independente)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"18\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-087958963389e4b86a797d4daad47608\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/18_Maria_V_Benevides.pdf\">Maria Victoria de Mesquita Benevides (USP), por San Romanelli Assump\u00e7\u00e3o (UERJ) e Glenda Mezarobba (Pesquisadora Independente)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"19\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6557123957f80aa4b97fba5246caed67\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/19_Maria_de_Fatima_Junho_Anastasia.pdf\">Maria de F\u00e1tima Junho Anastasia (UFMG), por Helga do Nascimento de Almeida (UNIVASF) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"20\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-16ac4c60490cf98e4103f413d4ba1581\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/20_Maria-do-Socorro.pdf\">Maria do Socorro Sousa Braga (UFSCar), por Carla Ayres (Pesquisadora Independente) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"21\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2351e598ee42381e065b35dfbc854fdc\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/21_Marilde_Loiola_de_Menezes.pdf\">Marilde Loiola de Menezes (UnB), por Danusa Marques (UnB) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"22\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4ddbf24a56bfb49dd102d75acf2a7e73\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/22_Marlise-Matos.pdf\">Marlise Matos (UFMG), por Breno Cypriano (UFMG)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"23\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-90549fbe25c6e3f71a8834583e128d5f\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/23_Marta-Arretche.pdf\">Marta Arretche (USP), por Luciana Martins (UFES)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"24\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7ff9d41e88c7b41b0160526ff2208e5b\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/24_Monica_Machado.pdf\">M\u00f4nica Mata Machado de Castro (UFMG), por Claudia Feres (UFMG)\u00a0<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"25\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-917ec5ed9a55955118d4344553919bc0\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/25_Monique_Menezes.pdf\">Monique Menezes (UFPI), por Camila Maria Risso Sales (UFLA) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"26\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-af3ddc8ea84c2dc1c6b270e364fdb87b\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/26_Nirvia_Ravena.pdf\">N\u00edrvia Ravena (UFPA), por Maria Dolores L. da Silva (UFPA)<\/a> \u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"27\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d533cb2b5f96930af1b33f9461b5af25\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/27_Rachel_Meneguello.pdf\">Rachel Meneguello (UNICAMP), por Luciana Tatagiba (Unicamp) <\/a>\u2028<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"28\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f3d64218df9af7378bf5053528c6b981\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/28_Raquel_Kritsch.pdf\">Raquel Kritsch (UEL), por Carla Almeida (UEM) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"29\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-28d721ad2528621dd1c94f0a7bbf1241\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/29_Sonia-Draibe.pdf\">S\u00f4nia Draibe (UNICAMP), por Vanessa Elias de Oliveira (UFABC) \u2028<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol start=\"30\" class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a32d7269b9b98761dd9b9c4753c408b6\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/30_Vera-Chaia.pdf\">Vera Chaia (PUC-SP), por Natasha Bachini (UERJ)<\/a>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2028<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica (ABCP) tem um compromisso hist\u00f3rico com a compreens\u00e3o e o aprimoramento da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. \u00c9 neste sentido que, no momento atual, se volta para as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e analisa as diferentes formas como essas rela\u00e7\u00f5es estruturam os contornos do nosso campo disciplinar e o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Nosso objetivo com esse projeto \u00e9 duplo. Por um lado, buscamos dar continuidade a esfor\u00e7os das diretorias que nos precederam no sentido de resgatar nossa mem\u00f3ria institucional. Por outro lado, queremos evidenciar a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres na constru\u00e7\u00e3o dos alicerces de nossa disciplina, algo nem sempre devidamente considerado. O Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica se iniciou em 2018. Uma de suas frentes, desenvolvida ao longo de 2019, foi a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas com mulheres que atuam na \u00e1rea. S\u00e3o mulheres de diferentes gera\u00e7\u00f5es e regi\u00f5es do pa\u00eds, cujas trajet\u00f3rias denotam forte compromisso com a constru\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica, por meio das atividades de pesquisa, de ensino e do desempenho de fun\u00e7\u00f5es administrativas em diferentes \u00e2mbitos. Ao todo, foram 30 entrevistas, que agora tornamos p\u00fablicas. Contamos com o trabalho e apoio qualificado de 23 entrevistadoras, tamb\u00e9m da \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, com afinidades te\u00f3ricas e, em muitos casos, parcerias e proximidade afetiva com as entrevistadas. A todas elas, entrevistadas e entrevistadoras, agradecemos por terem aceitado fazer parte desse projeto, por sua seriedade, compromisso e afabilidade em todo o processo. Nos encontros que resultaram nas entrevistas aqui reunidas, a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e a afetividade estiveram entrela\u00e7adas. Para nossa Diretoria, essa dimens\u00e3o do projeto foi algo muito valioso, visto encarnar nossa aposta em uma forma de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento que seja ao mesmo tempo rigorosa e solid\u00e1ria, onde o cuidado de si e o cuidado do outro n\u00e3o sejam contrapostos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o intelectual, mas seu ingrediente inelud\u00edvel. Vemos essas entrevistas como um momento inicial dos esfor\u00e7os da ABCP para reconhecer a relev\u00e2ncia das cientistas mulheres e melhor entender quem s\u00e3o, suas trajet\u00f3rias e se, e como, o fato de serem mulheres toca seu desenvolvimento acad\u00eamico e profissional. Esperamos que outros esfor\u00e7os se somem a esses e mais trajet\u00f3rias possam ser conhecidas. Para al\u00e9m da visibilidade, nosso objetivo \u00e9 contribuir para a reflex\u00e3o sobre rela\u00e7\u00f5es de poder no pr\u00f3prio campo. As entrevistas, assim como o livro Mulheres, poder e Ci\u00eancia Pol\u00edtica, organizado pelas coordenadoras do projeto e que ser\u00e1 publicado pela Editora da Unicamp no ano de 2020, oferecem diferentes tipos de dados e experi\u00eancias narradas que permitem identificar vieses e problemas que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o. Iniciamos esta breve apresenta\u00e7\u00e3o mencionando o compromisso da ABCP com a compreens\u00e3o e aprimoramento da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Brasil. Gostar\u00edamos de finalizar o texto ressaltando que nosso entendimento \u00e9 que isso envolve a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais igualit\u00e1rias e democr\u00e1ticas, dentro e fora da academia e da disciplina. H\u00e1 muitos desafios para a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e, tamb\u00e9m, para a reinven\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, de modo que viol\u00eancia, ass\u00e9dio e a reprodu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas formais e informais que significam desvantagens para as mulheres sejam superadas. Fl\u00e1via Biroli (presidente ABCP)Fernando Guarnieri (secret\u00e1rio executivo)Luciana Tatagiba (secretaria adjunta)Diretoria ABCP 2018-2020 &#8212; Nota da Comiss\u00e3o Executiva O Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica traz a p\u00fablico trajet\u00f3rias profissionais femininas que marcaram a constitui\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o desse campo disciplinar no Brasil. Ao longo dos anos de 2018 e 2019, ele promoveu a entrevista de 30 cientistas pol\u00edticas brasileiras de diferentes gera\u00e7\u00f5es, regi\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es. Temos clareza de que se trata de um conjunto muito reduzido de profissionais de uma \u00e1rea cujos esfor\u00e7os de estabelecimento e expans\u00e3o foram significativamente femininos. Com inten\u00e7\u00e3o apenas explorat\u00f3ria \u2013 que poder\u00e1 ser ampliada e aprimorada no futuro \u2013 o projeto contemplou mulheres que iniciaram sua forma\u00e7\u00e3o em fins dos anos 60 e 70 e empreenderam as primeiras a\u00e7\u00f5es de institucionaliza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica no pa\u00eds, mulheres que participaram ativamente do processo de consolida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Pol\u00edtica nas d\u00e9cadas seguintes e, por fim, mulheres que atuaram na expans\u00e3o experimentada pela \u00e1rea no Brasil, notadamente nos anos 2000, com a cria\u00e7\u00e3o de novos programas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o pelo territ\u00f3rio nacional. Nessa empreitada, contamos com uma equipe de 23 colegas entrevistadoras que tinham ou tiveram alguma rela\u00e7\u00e3o pr\u00e9via com as entrevistadas, seja de orienta\u00e7\u00e3o, vida profissional em comum, e\/ ou afinidade e admira\u00e7\u00e3o intelectual. A elas agradecemos a generosa disponibilidade e tamb\u00e9m o entusiasmo com que acolheram o projeto. A partir de um roteiro semiestruturado proposto pelas organizadoras deste projeto ap\u00f3s debate amplo, as entrevistadoras atuaram com liberdade e acrescentaram suas pr\u00f3prias quest\u00f5es \u00e0s entrevistadas, ao sabor do pr\u00f3prio curso das entrevistas e tamb\u00e9m de suas cumplicidades com as entrevistadas. O material farto que resultou desse empreendimento coletivo tem tra\u00e7os comuns que permitem estabelecer compara\u00e7\u00f5es entre as entrevistas, mas tem tamb\u00e9m marcas das intera\u00e7\u00f5es muito particulares entre entrevistadas e entrevistadoras. Na organiza\u00e7\u00e3o do material, al\u00e9m de pequenos textos livres de auto-apresenta\u00e7\u00e3o das entrevistadas, inclu\u00edmos tamb\u00e9m trechos em que as entrevistadoras comentam sua experi\u00eancia de entrevista e, assim, dividem com o leitor elementos para que possam compreender seu contexto de intera\u00e7\u00e3o. Evidentemente, as entrevistas n\u00e3o esgotaram a pluralidade das trajet\u00f3rias das mulheres part\u00edcipes da constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da \u00e1rea no pa\u00eds e deixaram de fora centenas delas. Entretanto, a preocupa\u00e7\u00e3o em contemplar diferentes gera\u00e7\u00f5es, regi\u00f5es e filia\u00e7\u00f5es institucionais gerou um corpus discursivo multifacetado, rico e suscet\u00edvel a diferentes perguntas de pesquisa e interpela\u00e7\u00f5es anal\u00edticas. A expectativa \u00e9 de que esse material inspire outras iniciativas que ampliem nosso conhecimento sobre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica, a presen\u00e7a das mulheres e outros marcadores de desigualdade que fizeram e fazem parte da constru\u00e7\u00e3o desse campo disciplinar no pa\u00eds. Carla AlmeidaCristina Buarque de HollandaComiss\u00e3o Executiva do Projeto Mulheres na Ci\u00eancia Pol\u00edtica &#8212; Entrevistas \u2028<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,7],"tags":[50],"class_list":["post-3774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-repositorio-textos-academicos","tag-ciencia-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3774"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3774\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3833,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3774\/revisions\/3833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciapolitica.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}