ABCP fortalece cooperação internacional e amplia presença institucional no Congresso da ALACIP 2026
A Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) marcou presença no Congresso da Associação Latino-Americana de Ciência Política (ALACIP), realizado em Buenos Aires, reafirmando seu compromisso com a internacionalização da Ciência Política brasileira e com o fortalecimento da cooperação acadêmica na América Latina.
Representando a ABCP, participaram do evento o presidente da Associação, Bruno Pinheiro Wanderley Reis, e a secretária-executiva, Luciana Santana, que acompanharam toda a programação oficial do congresso e participaram de diversas atividades institucionais, acadêmicas e de articulação com pesquisadores e associações científicas da região.
Como parte da parceria entre a ABCP e a ALACIP, foram organizadas duas mesas especiais que reuniram pesquisadores de diferentes países para discutir temas centrais da agenda contemporânea da Ciência Política.
A primeira mesa, “Desafios para a Ciência Política latino-americana e brasileira no contexto global atual”, foi coordenada por Luciana Santana (ABCP/UFAL) e contou com a participação de Lorena Barberia (USP), Yanina Welp (UBA), Ivo Coser (UNIRIO) e Juan Pablo Milanese (Universidad Icesi), tendo como debatedor Bruno Pinheiro Wanderley Reis (ABCP/UFMG). O debate abordou os desafios enfrentados pela disciplina diante da erosão democrática, da polarização política, das transformações institucionais e das mudanças na produção do conhecimento científico em escala global.
A segunda mesa, “Brasil e América Latina nas eleições de 2026: reconfigurações políticas e desafios democráticos”, foi coordenada por Bruno Pinheiro Wanderley Reis (ABCP/UFMG) e reuniu Teresa Kerbauy (UNESP), Lucas Gelape (UFMG), Joscimar Silva (UnB) e Karol Cavalcante (Unicamp), com debate conduzido por Luciana Santana (ABCP/UFAL). A sessão promoveu uma análise comparada das eleições de 2026, discutindo as transformações dos sistemas partidários, os padrões de comportamento eleitoral e os desafios colocados às democracias latino-americanas.
Outro momento de grande relevância para a comunidade científica foi o lançamento da Agenda América Latina – ALACIP, publicação que reúne reflexões sobre os desafios contemporâneos da disciplina na região. A ABCP participou da obra com o artigo “Conhecimento, democracia e capacidades institucionais: a contribuição da Associação Brasileira de Ciência Política”, de autoria de Bruno P. W. Reis, Luciana Santana e Maria Dolores L. Silva, no qual são apresentados os avanços institucionais da Associação, sua contribuição para a consolidação da Ciência Política no Brasil e sua atuação na promoção da cooperação científica internacional.
A programação do congresso contou ainda com duas conferências de destaque. A abertura foi conduzida pela cientista política Mariana Llanos, com a conferência “Cuatro décadas de instituciones políticas comparadas: de la transición a la erosión democrática, del sur al norte global”, oferecendo uma reflexão sobre a evolução dos estudos comparados das instituições políticas e os desafios impostos pela atual conjuntura democrática. O encerramento ficou a cargo de William G. Power, que proferiu a conferência “The Rise of the Strongman Presidency”, dedicada à ascensão das lideranças personalistas e às transformações recentes dos regimes presidenciais.
A participação brasileira foi expressiva, com a presença de estudantes, docentes e pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa do país. Essa ampla representação reforçou os laços históricos entre a ABCP e a ALACIP, ampliando redes de pesquisa, cooperação acadêmica e intercâmbio científico entre pesquisadores latino-americanos.
Na Assembleia, ao final do congresso, foi anunciada a sede da próxima edição da ALACIP, que será realizada em Medellín, Colômbia, em 2028, dando continuidade ao processo de fortalecimento da integração regional e da produção científica em Ciência Política na América Latina.












